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Urnas abrem na Colômbia para segundo turno da eleição presidencial

Cadidatao de direita, Abelardo de la Espriella, disputa cargo com esquerdista, Iván Cepeda


				Urnas abrem na Colômbia para segundo turno da eleição presidencial

As urnas abriram na manhã deste domingo (21) na Colômbia para o segundo turno da eleição presidencial. O candidato de direita, Abelardo de la Espriella, disputa o cargo com o candidato de esquerda, Iván Cepeda.

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Mais de 41,2 milhões de colombianos estão habilitados a votar na Colômbia e no exterior. As urnas abriram às 8h da manhã, no horário local (10h, no horário de Brasília), e a votação vai até às 16h (18h, em Brasília), em todo o território nacional.

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Será eleito o candidato que obtiver o maior número de votos, independentemente de ultrapassar ou não 50% do total. O vencedor deve tomar posse no dia 7 de agosto de 2026 e substituir Gustavo Petro.

O candidato Abelardo de la Espriella lidera as intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia, segundo levantamento Atlas/Intel divulgado no dia 10 de junho.

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De acordo com a pesquisa, de la Espriella tem 52,2% das intenções de voto, enquanto o senador e candidato do presidente Gustavo Petro, Iván Cepeda, aparece com 44,5%.

Outros 2,6% afirmaram que pretendem votar em branco. Já 0,1% disseram que vão anular o voto ou não comparecer às urnas, enquanto 0,7% não souberam responder.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O que está em jogo?

Quem quer que seja eleito o próximo presidente da Colômbia na votação deste domingo terá margem limitada para implementar sua agenda econômica diante de problemas fiscais crescentes e um Congresso dividido.

A recuperação econômica da Colômbia pós-Covid tem dependido fortemente do consumo, do aumento dos salários e dos gastos públicos. O investimento privado continua fraco e os setores de petróleo e mineração perderam impulso.

A economia da Colômbia cresceu 2,6% no ano passado, ficando abaixo da média pré-pandêmica de 4%, segundo dados oficiais. Apesar de pequenos aumentos em 2024 e no ano passado, o investimento privado permanece abaixo dos níveis pré-Covid, após uma forte contração de 13,4% em 2023, o primeiro ano completo de Petro no poder.

A dívida pública da Colômbia é de cerca de 60% do PIB. Analistas e agências de recomendação de risco afirmam que a fraca arrecadação do governo e os gastos elevados dificultarão o cumprimento da meta de déficit fiscal de 5,3% do PIB neste ano.

O próximo presidente também terá que enfrentar os desafios de segurança: recuperar o controle territorial dos grupos governamentais armados ilegais, ao mesmo tempo que trabalha para reduzir a violência e outros obstáculos da segurança pública, dizem analistas.

Independentemente de quem vencer, poderá haver um aumento nos ataques de grupos armados sob o novo governo, à medida que procuram demonstrar a sua força e garantir vantagens em quaisquer potenciais negociações, disse à Reuters um oficial reformado que fez parte do alto comando militar sob Petro.

Os homicídios e os roubos diminuíram na maioria das grandes cidades, segundo dados oficiais, enquanto a extorsão aumentou em pelo menos uma área urbana.

Os grupos armados quase duplicaram as suas fileiras entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, de acordo com um relatório de segurança visto pela Reuters, passando de 13.000 membros para 25.000 nesse período. Esses grupos incluem a gangue criminosa Clan del Golfo, facções dissidentes do antigo grupo guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e os rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN). Os grupos expandiram o seu controle principalmente em áreas rurais, chave para o tráfico de drogas e a mineração ilegal.

Um quarto dos municípios do país tem presença ou atividade de grupos armados, segundo relatório da Ouvidoria.

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