Sobe para 100 número de migrantes mortos em travessia até Ceuta
Dos cerca de 72.000 migrantes que entraram, entre 3.000 e 5.000 ainda permanecem no enclave espanhol

Pelo menos 100 pessoas morreram durante a travessia em massa para a fronteira do território espanhol de Ceuta, afirmou nesta quinta-feira (6) o líder da cidade, Juan Jesús Vivas, durante uma reunião do Parlamento Europeu.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Dos cerca de 72.000 migrantes que entraram em Ceuta na semana passada, entre 3.000 e 5.000 ainda permaneciam no enclave espanhol, disse Vivas. Ele acrescentou que os centros de acolhimento para migrantes adultos e menores estavam "sobrecarregados" e haviam "chegado a um estado de colapso", provocando uma "emergência humanitária de enormes proporções".
Leia também
O comissário da União Europeia para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brenner, disse aos legisladores europeus que o ocorrido em Ceuta "abalou a política de todo um continente".
Ele acrescentou que os controles nas fronteiras internas da Europa devem ser "medidas de último recurso", a serem aplicadas "apenas quando necessário e de forma proporcional".


Republicanos referenda apoio a Renan Filho e libera Davi Davino para escolher candidato ao governo

Renan Filho revela que ainda não tem vice definido para disputar o Governo de Alagoas

Renan Filho diz que sintonia com o PT é total e afirma que chapa será definida dentro do prazo eleit

Homem é preso por envolvimento na morte de adolescente no Jacintinho em Maceió
Entenda crise em Ceuta
Ceuta e o outro enclave espanhol no norte da África, Melilla, ficam na costa mediterrânea junto ao Marrocos e enfrentam periodicamente tentativas de travessia por parte de imigrantes que buscam chegar à Europa.
A crise alimentou a retórica anti-imigração em toda a Europa e desencadeou tensões diplomáticas na UE em torno da política de fronteiras, com a Espanha acusando alguns parceiros de uma resposta prejudicial e polarizadora.
Segundo relatos do jornal El País e da rádio Cadena SER, citando autoridades a par do assunto, os serviços de inteligência espanhóis concluíram que o Marrocos não planejou a travessia em massa, mas permitiu que ela ocorresse.
Os controles de fronteira do Marrocos foram gradualmente flexibilizados durante o mês de julho e teriam sido removidos à medida que multidões avançavam em direção à passagem de Tarajal durante o feriado do Dia do Trono marroquino, segundo os relatos.
O Ministério do Interior do país não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
