Relatório acusa Trump de abuso de poder ao pressionar a Ucrânia
Comitê diz que presidente dos EUA subverteu a política externa norte-americana em benefício próprio e cometeu obstrução
O Comitê de Inteligência da Câmara dos Estados Unidos divulgou, nesta terça-feira (3), um relatório em que mostra que o presidente Donald Trump "usou o poder de seu cargo para solicitar interferência estrangeira a seu favor nas eleições de 2020".
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Essa e outras conclusões servirão de base no inquérito de impeachment contra Trump.
Leia também
"O esquema do presidente Trump subverteu a política externa dos Estados Unidos em relação à Ucrânia e desgastou nossa segurança nacional em favor de duas investigações de motivações políticas que poderiam ajudar sua campanha presidencial rumo à reeleição", diz o relatório.
No inquérito de impeachment contra Trump, o republicano é acusado de ter pedido ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que investigasse o ex-vice-presidente Joe Biden e o filho dele, Hunter. O político do Partido Democrata é pré-candidato à Casa Branca.


Turista é preso em Maceió após ser acusado de agredir e tentar jogar namorada pela janela de hotel

Porto de Pedras conquista duas Bandeiras Azuis para praias da Laje e do Patacho

Vacina Pneumo 20 já está disponível para idosos com 85 anos ou mais no SUS

Circuito Penedo abre inscrições para monitores da UFAL até 12 de outubro
Trump não nega que tenha conversado sobre o assunto com Zelensky ? inclusive, a própria Casa Branca divulgou transcrições da conversa. Porém, segundo o presidente dos EUA, não houve nenhuma troca de favores que pudesse levá-lo a perder o cargo.
Apresentado pelo chefe do Comitê, o deputado democrata Adam Schiff, o relatório também afirma que Trump agiu conscientemente para obter favorecimento pessoal. O texto ainda cita as denúncias de interferência da Rússia na campanha de 2016, que resultaram em uma longa investigação contra o presidente norte-americano.
"A má conduta do presidente não foi uma ocorrência isolada nem um produto de um presidente ingênuo", afirma o texto.
O documento apresentado nesta terça-feira é uma das etapas do inquérito de impeachment contra Trump. A partir desta quarta, começam as audiências que determinarão as acusações formais que serão apresentadas aos deputados norte-americanos.
O que diz o relatório?
O Comitê de Inteligência da Câmara apresentou o relatório concentrado em duas possíveis irregularidades cometidas por Trump. Caberá ao Comitê de Justiça analisar e apresentar as acusações formais com base nessas conclusões. Veja quais são:
Má conduta: Trump condicionou um encontro oficial e ajuda militar à Ucrânia a anúncios de investigações que favoreceriam a campanha do presidente dos EUA pela reeleição.
Obstrução: Trump obstruiu o inquérito de impeachment ao instruir testemunhas e agências que ignorassem as intimações oficiais da Câmara.
Assim, os investigadores concluíram que Trump não só agiu de maneira irregular no telefonema com Zelensky como tentou atrapalhar o inquérito e intimidou testemunhas.
Uma dessas testemunhas era Marie Yovanovitch, ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia. Enquanto testemunhava diante de deputados sobre a pressão que o presidente teria exercido contra ela, Trump disparou uma série de mensagens no Twitter contra a diplomata. "Tudo ficou mal nos lugares onde ela passou", escreveu o republicano.
