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Obama diz que enviará reforço à Síria para lutar contra o Estado Islâmico

Grupo integrará as forças médicas e o trabalho de logística. Presidente dos EUA está na Alemanha

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira (25) que enviará mais 250 militares para a Síria a fim de apoiar as milícias locais que lutam contra o Estado Islâmico. O discurso foi feito em Hanover, norte da Alemanha, no último dia de uma visita oficial de dois dias ao país.

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De acordo com a agência Reuters, o reforço inclui integrantes das forças especiais que podem atuar no treinamento de forças locais para combater os jihadistas.

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Já a Associated Press informou que o grupo integrará as forças médicas e o trabalho de logística. Em recente entrevista à rede britânica BBC, Obama afirmou que não enviaria tropas para lutar em terra contra os combatentes do Estado Islâmico.

Europa unida

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Obama afirmou que o mundo precisa de uma "Europa forte e unida" ante as dificuldades do projeto europeu, afetado pelo aumento dos movimentos populistas e a ameaça de saída do Reino Unido, segundo a France Presse. "Estados Unidos e o mundo inteiro precisam de uma Europa forte, próspera, democrática e unida. Talvez necessitem de alguém de fora, como eu, que os recorde dos progressos que conseguiram", afirmou em um discurso.

Nesta tarde, o presidente americano participará de uma reunião com a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês, François Hollande, e os primeiros-ministros da Itália e do Reino Unido, Matteo Renzi e David Cameron.

Barack Obama afirmou ainda que o "que acontece neste continente tem consequências em todo o mundo", de acordo com a France Presse.

"Se uma Europa unida, pacífica, democrática e orientada para a economia de mercado começar a duvidar dela mesma, a questionar os progressos realizados nas últimas décadas, isto (...) reforçará os que dizem que 'isto não funcionará'", completou.

Imigrantes

Neste domingo (24), Obama elogiou o papel da chanceler alemã, Angela Merkel, na crise dos refugiados e garantiu que a governante alemã está "do lado correto da história". Na opinião do presidente, a chanceler soube manter medidas "difíceis" e mostrar uma "preocupação", não só "humanitária", mas também "prática" neste assunto e manter as fronteiras de seu país abertas perante uma avalanche de pedidos de asilo.

Obama tentará convencer os europeus a aderir ao tratado de livre comércio em negociação atualmente com a União Europeia (UE) - acordo que deseja concluir o acordo antes de deixar o poder, no início de 2017.

"É indiscutível" que o livre comércio tem fortalecido a economia dos EUA e também trouxe enormes benefícios para os países que se dedicam a isso, disse Obama sobre o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio de Investimento (TTIP).

Segundo seus defensores, o acordo poderia impulsionar cada economia em cerca de US$ 100 bilhões.

Negociações paradas

As negociações sobre o TTIP estão paralisadas por fortes divergências entre as duas partes, alimentadas por um ceticismo crescente das opiniões tanto nos Estados Unidos como na Europa.

No sábado, mais de 35 mil pessoas protestaram contra o megaprojeto em Hanover. Também no governo alemão, considerado um dos principais defensores do projeto na Europa, cresce a impaciência.

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