15 morrem após barragem de mina de ouro se romper na Sibéria
Outros 16 operários ficaram feridos e 6 estão desaparecidos em Krasnoyarsk.
Ao menos 15 pessoas morreram nesse sábado (19) após o colapso de uma barragem em uma mina de ouro na região siberiana de Krasnoyarsk, informou o Ministério de Situações de Emergência da Rússia.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Outras 6 pessoas ainda estão desaparecidas e 16 operários foram hospitalizados, quatro deles em estado grave, segundo a AFP.
Leia também
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou assistência às vítimas e a identificação das causas do acidente, anunciou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
De acordo com o ministério, 270 profissionais trabalham nas operações de busca e salvamento, um trabalho muito complicado porque a mina fica na localidade isolada de Shchetinkino, ao sul da cidade de Krasonyarsk.


Turista é preso em Maceió após ser acusado de agredir e tentar jogar namorada pela janela de hotel

Porto de Pedras conquista duas Bandeiras Azuis para praias da Laje e do Patacho

Vacina Pneumo 20 já está disponível para idosos com 85 anos ou mais no SUS

Circuito Penedo abre inscrições para monitores da UFAL até 12 de outubro
Os trabalhadores morreram com o colapso da estrutura no rio Seiba, inundando as instalações onde viviam aproximadamente 80 trabalhadores, cerca de 4 mil km a leste de Moscou, segundo o governador de Krasnoyarsk, Alexander Uss. As autoridades calculam que 180 pessoas vivem na área da mina de ouro.
A ministra da Saúde da Rússia, Veronika Skvortsova, coordena a ajuda aos feridos. Uma equipe médica foi enviada para o local.
As autoridades decretaram um dia de luto na segunda-feira para a região de Krasnoyarsk.
Um funcionário da mina, não identificado, declarou à rádio moscovita Govorit Moskva que a ruptura da represa aconteceu de forma repentina. "As pessoas estavam dormindo, ao que parece nem entenderam o que estava acontecendo", disse.
O funcionário disse que existiam quatro represas similares na região, construídas há pouco mais de três anos, e que já haviam sido registradas pequenas fissuras.
De acordo com a RFI, a barragem é ilegal. Autoridades russas, que não sabiam da existência da construção, afirmaram que a barragem não respeitava os regulamentos. Uma investigação criminal foi aberta por violação de regras de segurança.
A represa foi construída violando "todos os padrões", disse Yuri Lapchin, chefe do governo regional, na televisão. A barragem pertencia à holding russa Sibzoloto, que ainda não se pronunciou sobre o acidente.
Em agosto de 2009, um acidente na usina hidrelétrica de Saïano Shushenskaya, a maior do país, na região de Khakassia, na Sibéria, deixou 75 mortos. Equipamentos antigos e falhas humanas foram apontados como causas da tragédia.
Acidentes desse tipo na Rússia são ligados à negligência na aplicação de padrões de segurança, má administração e equipamentos ainda do regime soviético.
