Porto de Maceió pede reintegração de posse e soma prejuízo de US$ 100 mil/dia
Agentes da Polícia Civil em greve estão impedindo acesso ao local para chamar atenção do governo
O administrador do Porto de Maceió, Nílton Lira, declarou, no começo da noite desta quarta-feira (27), que a direção ingressou com um pedido de reintegração de posse junto ao Poder Judiciário Alagoano, oficializando ainda a Poder Judiciário Federal, por conta do bloqueio do acesso ao local realizado desde essa terça-feira pelos policiais civis em greve. Lira informou que estima um prejuízo diário de US$ 100 mil por dia, o equivalente a cerca de R$ 354 mil.
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De acordo com Lira, a administração do Porto respeita o protesto dos agentes da Polícia Civil de Alagoas. Contudo, argumentou ele, é papel da direção do porto buscar os caminhos legais para que normalidade seja restaurada e, com isso, os navios que estão atracados sejam abastecidos, conforme estava previsto.
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"Só com relação ao Porto de Maceió, temos um prejuízo dia de US$ 100 mil por dia. Somente aqui na região temos cerca de 100 carretas paradas, com um diária de R$ 500, ou seja, um impacto extraordinário. Acredito que o maior prejuízo a médio e longo prazo é com a imagem do porto, visto que exportadores tendem a rejeitar regiões com esse tipo de problema", expôs Lira.
O administrador destacou também que a qualquer momento pode sair a decisão da Justiça determinado a reintegração de posse da entrada que dá acesso ao Porto de Maceió. "São


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cerca de 800 trabalhadores portuários prejudicados. Nosso objetivo é que a decisão assegure o livre funcionamento do porto o quanto antes", reforçou.
Os agentes da Polícia Civil de Alagoas estão desde a manhã de terça-feira acampados à porta do local com o objetivo de chamar a atenção do governo do estado para as reivindicações da categoria.
O presidente do Sindicato do Estivadores do Porto de Maceió, João Epifânio, declarou que os trabalhadores também estão sendo prejudicado em parte, visto que, há mais de 25 dias, nenhum navio atracava em Maceió. E agora que chegaram dois navios, explicou Epifânio, a entrada está bloqueada.
