Manifestantes bloqueiam avenida em Maceió e cobram entrega de casas
Grupo reclama que está cadastrado, mas não é contemplado com imóveis
Diversos Integrantes de movimentos sociais, cobraram na tarde desta quarta-feira (2), durante protesto em frente à sede do Ministério Público Federal (MPF), no Barro Duro, em Maceió, a entrega de conjuntos habitacionais para os beneficiários que estão inscritos em programas do governo federal. Eles denunciaram também um suposto esquema envolvendo servidores na entrega das casas. Os manifestantes cobram uma posição do MPF diante do que consideram como '"descaso", visto que há anos eles vivem em condições precárias.
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Com faixas, cartazes nas mãos e gritos de ordem, os manifestantes percorreram a Avenida Márcio Canuto até a sede do MPF, onde bloquearam a via e realizaram o ato. Motoristas que ficaram presos no trânsito que se formou reagiram à manifestação. Segundo o organizador do protesto, Carlos Oliveira, após a enchente de 2010 foram feitos cadastros para o Minha Casa, Minha Vida, porém, o registro destes cadastros sumiram e outros foram queimados.
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Os manifestantes estão cadastrados para receber residências em conjuntos habitacionais localizados nas cidades de Rio Largo e Marechal Deodoro. Durante o ato, eles alegam que, apesar de terem feito tudo conforme prevê o programa Minha Casa, Minha Vida, as residências estão sendo entregues para pessoas que "nunca estiveram cadastradas no programa social".
Segundo dois dos sete líderes do movimento, Heleno Emiliano e Jeferson Torres, os terrenos onde os residenciais foram construídos teriam sido vendidos à Prefeitura de Maceió. "Os cadastros estavam regulares e fizemos tudo de maneira correta, porém, a Prefeitura de Rio Largo estaria dando preferência a moradores de Maceió e vendeu os terrenos das casas que seriam nossas para a Prefeitura da Capital", desabafa os líderes do movimento.


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Segundo André Tenório, um dos moradores que teve o registro perdido pelo Poder Público, o cadastro foi feito corretamente, mas representantes da Secretaria de Habitação de Rio Largo, a mando da ex-secretária, teriam rasgado os cadastros, alegando que eles não serviriam mais para nada e eram inválidos.
Um manifestante que não quis ser identificado revelou que pessoas de Maceió que receberam as casas estão vendendo ou trocando os imóveis por carros. "Pessoas que já têm casas próprias na capital estão ganhando essas residências na nossa própria cidade. Uma situação lamentável, sobretudo porque elas não precisam e estão utilizando o imóvel como moeda de troca", desabafou.
Após o protesto, a procuradora do MPF/AL, Niédja Káspary, recebeu os manifestantes para tratar das reivindicações.
AGazetawebtentou contato, por telefone, com a Prefeitura de Rio Largo, mas não obteve êxito.

