IMPACTOS DAS CHUVAS: imagens mostram utensílios boiando e barracos inundados no Dique Estrada
Estado já contabiliza mais de 59 mil desabrigados ou desalojados; temporais atingiram a capital alagoana e cidades do interior
As fortes chuvas quem vêm atingindo Alagoas também deixou rastros de destruição na capital. Os bairros de Maceió margeados pela Lagoa Mundaú, onde o nível da água subiu neste domingo (4), foram inundados, causando prejuízos para os moradores do Dique Estrada, no Vergel do Lago.
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Naquela região, para seguir o rastro de destruição, somente com um barco. A cada segundo dentro da água, mais é possível ver os impactos causados pelas chuvas, que também afetaram milhares de pessoas em todo o interior. Já foram registrados transbordamentos de rios, alagamentos, queda de árvores e pontes, bem como deslizamentos de terra e mortes.
Todo o percurso pela área afetada no Dique Estrada mostra o lixo carregado pela água. Junto ao lixo, utensílios e móveis são vistos boiando, o que antes estava em solo firme, dentro das residências.
Em alguns pontos, moradores ainda tentam salvar móveis, electrodomésticos e, até mesmo, roupas. E quem morava em barracos na "beira" da Lagoa Mundaú, ainda assistiu pedaços de madeiras - utilizados para a construção de "paredes" -, sendo levados pela correnteza.


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Nesta segunda (4), o que se via no Dique Estrada era um congestionamento de barcos, indo e vindo com alimentos e itens dos moradores.
Suspirando, enquanto retirava o que foi possível salvar do barraco, uma mulher aparece e afirma que vai tentar vender algo para, assim, "colocar algo para comer".
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A situação de inundações também se estende para o interior. Somente neste fim de semana, o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL), chegou a socorrer mais de 160 pessoas que ficaram ilhadas, com a ocorrência de alagamentos, e não conseguiam sair de casa sem ajuda.
Até o momento, mais de 59 mil, conforme relatório divulgado pela Coordenação Estadual da Defesa Civil, estão desabrigadas ou desalojadas. O município com mais pessoas afetadas é Rio Largo, que tem 7 mil pessoas fora de suas casas, sendo 199 desabrigadas e 6.801 desalojadas.

