Nível da lagoa baixa em Marechal Deodoro, mas moradores ainda sofrem com alagamentos
Água invadiu várias ruas e inundou residências, além de estabelecimentos comerciais na região da Massagueira
A água da Lagoa Manguaba, que invadiu ruas e alagou diversas regiões na cidade de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, diminuiu nesta segunda-feira (4), mas, apesar disso, os moradores ainda sofrem com os alagamentos. O nível baixou, mas não foi o suficiente para que as famílias pudessem retornar aos seus imóveis, principalmente os que residem às margens da lagoa.
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A reportagem da Gazetaweb esteve no Centro de Marechal Deodoro e, por lá, o clima ainda era de medo. Os moradores foram pegos de surpresa com o forte temporal que alagou diversos pontos da cidade e obrigou moradores a deixarem suas casas. De acordo com a prefeitura, 3 mil pessoas estão desalojadas e 700 desabrigadas.
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A assistente social Veronica Rufino, de 54 anos, mora com o esposo e dois filhos. Eles voltaram para casa na manhã de hoje porque o nível da água na região que a residência deles fica, baixou. Para ela, o momento é de recomeçar.
“Entrou água de frente ao fundo, porque a gente é ligado com o rio e a lagoa atrás, não tem muro. Começou na sexta e no sábado, a partir de meio-dia já estava cheio. Veio baixar mais ontem, porque atingiu até o joelho e hoje de manhã foi que amanheceu sem água, só lama”, conta ela, que disse que a família já estava para se mudar.


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Em outras regiões ainda há pontos de alagamento, como no povoado Massagueira, onde a água invadiu residências e restaurantes. Nas ruas que margeiam a lagoa, moradores já saíram das casas por causa dos riscos.
De acordo com a assessoria da Prefeitura de Marechal Deodoro, as famílias retiradas dos imóveis afetados pela chuva estão sendo encaminhadas para abrigos do município.
Cerca de 700 pessoas estão recebendo atendimentos. As escolas Governador Luiz Cavalcante, Joviniano de Almeida Rodas, Maria Petronila de Gouveia, Dona Maria de Araújo Lobo, Creche Sonho Feliz (antiga Escola SESI) e NEI Benvinda Pau Ferro foram disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Educação para receber os moradores que tiveram que deixar suas residências, além de um casarão localizado no bairro de Taperaguá, cedido por um morador.

