Força-tarefa combate focos do Aedes aegypti em obras inacabadas de Maceió
Mais de 40 pessoas trabalham para averiguar as mais de 180 construções
Uma operação de averiguação e de limpeza em obras abandonadas foi iniciada nesta quarta-feira (2), em Maceió. Segundo levantamento da prefeitura, a capital alagoana conta com 180 construções inacabadas em situação de abandono e são potenciais de proliferação do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika vírus e febre chikungunya.
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Além de acabar com os possíveis focos do inseto, a ação integrada entre Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), Corpo do Bombeiros e Defesa Civil evita que parte das construções em deterioração desabe e cause maiores danos.
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Um dos primeiros locais visitados foi um terreno na Cruz das Almas, onde além de eliminar focos do mosquito, foi necessário o desmonte de andaimes e peças deterioradas que poderiam se desprender.
Segundo o gerente técnico do programa de controle da dengue da SMS, Manoel Gomes, o ambiente oferece extremo perigo à população. "Aqui é muito perigoso, com lixo e pneus jogados. Qualquer chuva já faz daqui um criatório de mosquito", ressalta Manoel.
Deixar o local mais seguro é o que pretende a Defesa Civil, ao eliminar as partes das construções que ameaçam desabar. De acordo com o major Moisés Pereira, da Defesa Civil, a estrutura abandonada prejudica a população. "A prefeitura vai tomar uma providência quanto aos moradores de rua que ficam no prédio, mas a Defesa Civil já vai tomar hoje uma providência quanto aos andaimes, que correm o risco de desabar", ressalta o major.


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Com o término da operação, os órgãos pretendem ir à Justiça para que os proprietários dos terrenos sejam responsabilizados pelos locais para que não sejam necessárias novas operações de limpeza.
COMBATE PREJUDICADO PELA GREVE

Enquanto a operação de combate ao mosquito acontece, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais da Saúde (SindSaúde), Alessandro Fernandes, revelou, na manhã desta quarta, que a greve iniciada no último dia 22 resultou no enfraquecimento no combate ao
Aedes aegypti
. Os servidores do Poder Executivo Municipal cobram o reajuste salarial acima dos 2,21% oferecido pela prefeitura na mesa de negociação, como também condições de trabalho para desempenhar as funções.
De acordo com Fernandes, os servidores estão à disposição para manter a decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) que determina que 50% dos trabalhadores municipais devem desepenhar suas funções na greve. No entanto, o líder da entidade apontou que para isso é necessário condições de trabalho.
"Antes do período da greve, o combate o mosquito já estava deficiente em virtude da falta de condições de trabalho, como equipamentos e outros. Uma situação lamentável! Agora, com a greve, essa situação se agravou. Estamos totalmente disponível para trabalhar com os 50%, basta termos condições", explicou.
