Em nota, Braskem nega responsabilidade com tremores ocorridos em Maceió
Alguns profissionais de química e física afirmam que ações executadas pela empresa teriam provocado o abalo sísmico
Após os episódios de tremores que ocorreram em alguns bairros de Maceió no último final de semana, profissionais de química e física utilizaram as redes sociais para se pronunciar a cerca do fato. De acordo com eles, o abalo sísmico sentido na capital, que provocou a abertura de crateras no solo e rachaduras em casas e edifícios, seria de responsabilidade da empresa Braskem.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Segundo os profissionais, trata-se de um "acomodamento perigoso de camadas das terras de superfície ocasionado por retirada da salgema, uma substância química semelhante à soda cáustica".
Leia também
Eles afirmam que a ação executada pela empresa ao longo de décadas, teria provocado grandes ocos nas camadas profundas, resultando em desabamentos no subsolo.
Um desses profissionais afirma que, em 1985, o professor e cientista Rogério Pinheiro, ex-reitor da Universidade Federal de Alagoas, afirmou em sala de aula que essa retirada contínua de salgema acabaria causando um grande terremoto em Maceió, prevendo que isso ocorresse em 2015.


Doação de sangue em Maceió

Acidente em Marechal Deodoro gera engavetamento

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em AL e no RJ
Em nota, a Braskem afirmou que, tão logo tomou conhecimento dos fatos externos, procedeu uma vistoria em suas instalações e não constatou nenhuma ocorrência ou anormalidade em suas operações. A indústria também informa que suas instalações e produção estão localizadas em uma área de pouca densidade residencial.
A assessoria do Instituto do Meio Ambiente (IMA) confirmou àGazetawebque uma reunião entre o órgão, a Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos hídricos de Alagoas (Semarh) e Defesa Civil está sendo realizada para discutir a situação dos tremores. Os profissionais estão reunidos para verificar as informações que cada órgão possui, para, então, traçar uma linha de ação. O resultado do estudo, no entanto, não tem data para ser divulgado.
Confira na íntegra a nota da Braskem:

