Pastor morto: PMs acionaram câmeras corporais após os disparos, diz BO
José Carlos foi baleado durante abordagem da PM. Segundo boletim, ele estaria armado, mas o momento dos disparos não foi registrado

A abordagem que terminou com a morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, de 42 anos, na zona leste de São Paulo, não foi registrada pelas câmeras corporais dos policiais envolvidos, segundo o boletim de ocorrência (B.O.) na Polícia Civil. O registro policial informa que os equipamentos teriam sido acionados após os disparos, o que fez com que não houvessem imagens do momento em que o pastor foi baleado.
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Ainda de acordo com o BO, José Carlos dirigia um carro quando teria desobedecido uma ordem de parada de policiais da Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep), sacado uma pistola com numeração raspada e apontado a arma para os agentes. Por isso, os policiais teriam reagido e efetuado os disparos. O pastor foi atingido no pescoço, na parte de trás da cabeça e na coxa. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos.
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“Usou BodyCam: Não”
O boletim de ocorrência, porém, também traz outra informação sobre o uso das câmeras. Nos campos de identificação dos cinco policiais envolvidos na ocorrência, consta a anotação de não usou BodyCam. O BO não esclarece como esse registro se relaciona com a informação de que os equipamentos teriam sido ligados apenas depois dos disparos.


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Além das câmeras corporais, o boletim ainda informa que não foram localizadas câmeras de segurança na região que tenham registrado a abordagem. Sem imagens do momento em que José Carlos foi baleado, a dinâmica do confronto será apurada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o DHPP investiga o caso. Segundo a Polícia Militar, José Carlos teria apontado uma arma contra os agentes durante a abordagem, o que levou à intervenção policial. A pasta afirmou ainda que os policiais estavam equipados com câmeras corporais e que o protocolo de uso dos equipamentos será analisado durante a investigação. O caso também é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar.
Pastor morto durante abordagaem
O pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, de 42 anos, foi baleado na noite de segunda-feira (13/7), no bairro São Rafael, na zona leste de São Paulo. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo o registro policial, o pastor dirigia um carro quando teria desobedecido à ordem de parada de policiais da Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep), sacado uma pistola e apontado a arma para os agentes. Os policiais afirmam que reagiram aos disparos.
O Boletim de Ocorrência informa que os policiais utilizavam câmeras corporais, mas que os equipamentos teriam sido acionados apenas após os disparos.
Assim, não há imagens do momento em que José Carlos foi baleado. O documento também registra a anotação “Não Usou BodyCam” nos campos de identificação dos policiais.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar. A pasta afirmou que o protocolo de uso das câmeras corporais também será analisado durante a apuração.
A morte do pastor provocou dois protestos de moradores do Jardim São Francisco. Manifestantes bloquearam a Rua Miguel Ferreira de Melo e incendiaram objetos. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas para controlar a situação e liberar a via.
Manifestação popular
A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho provocou dois dias de protestos no Jardim São Francisco, na zona leste de São Paulo. Moradores voltaram a se manifestar na tarde desta terça-feira (14/7), um dia após o religioso ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar.
Os primeiros atos aconteceram ainda na noite de segunda-feira, poucas horas depois da morte de José Carlos. Já nesta terça, manifestantes voltaram a bloquear a Rua Miguel Ferreira de Melo e atearam fogo em objetos para interditar a via. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para combater as chamas, enquanto policiais acompanharam a manifestação e trabalharam para liberar o trânsito.
O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e também é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar.
