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Serial killer de Maceió é condenado a mais 30 anos de prisão pela morte de jovem no Vergel

Réu foi considerado culpado pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, em 2023


				Serial killer de Maceió é condenado a mais 30 anos de prisão pela morte de jovem no Vergel
MPAL

Albino Santos de Lima, também conhecido como serial killer de Maceió, foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, em julgamento realizado nesta quarta-feira (7), no Fórum do Barro Duro. O júri reconheceu a responsabilidade do réu pela morte da jovem, assassinada a tiros no Vergel do Lago, em outubro de 2023.

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A acusação foi conduzida pela promotora de Justiça Adilza de Freitas, do Ministério Público de Alagoas (MPAL), que sustentou a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento foi presidido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim.

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Segundo a denúncia do MPAL, o crime teria sido motivado pela recusa de Mikaele em atender às investidas de Albino para reatar o relacionamento. Conforme os autos, a jovem foi surpreendida pelas costas nas proximidades da Padaria do Tenório, no conjunto Joaquim Leão, sem possibilidade de reação.

Com a nova condenação, Albino chega ao nono julgamento pelo Tribunal do Júri desde que foi preso, em setembro de 2024. O caso de Mikaele é mais um dos homicídios atribuídos a ele durante a investigação que revelou uma sequência de mortes ocorridas principalmente nos bairros Vergel do Lago, Ponta Grossa e Levada.

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Nove julgamentos e mais de 200 anos em condenações

O primeiro julgamento de Albino ocorreu em abril de 2025. Ele foi condenado a 37 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pela morte de Emerson Wagner da Silva e pela tentativa de homicídio contra outro homem. Segundo o MPAL, Emerson foi morto depois de questionar Albino sobre uma tentativa de invasão à casa de uma mulher.

Em junho de 2025, no segundo júri, Albino recebeu 24 anos e 6 meses pela morte de Louise Gbyson Vieira de Melo, mulher trans assassinada a tiros no Vergel do Lago. O MPAL sustentou que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

O terceiro julgamento ocorreu em julho de 2025. Albino foi condenado a 24 anos e 6 meses pelo assassinato da adolescente Ana Clara Santos Lima, de 13 anos. O crime também ocorreu no Vergel do Lago.

Em setembro, veio a quarta condenação: 14 anos e 7 meses pela tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Alan Vítor dos Santos Soares, de 20 anos. O jovem foi atingido por quatro disparos e sobreviveu.

No quinto júri, realizado em outubro de 2025, Albino foi condenado a 27 anos, 1 mês e 10 dias pela morte de Tâmara Vanessa da Silva e pelas tentativas de homicídio contra José Gustavo Carvalho e Leidjane Gomes de Freitas.

Em novembro, no sexto julgamento, a Justiça aplicou pena de 24 anos, 11 meses e 8 dias pelo assassinato de Beatriz Henrique da Silva e pelas lesões corporais provocadas no filho dela, uma criança de quatro anos. Beatriz foi morta a tiros dentro de casa, no Vergel do Lago.

O sétimo júri ocorreu em março de 2026. Albino foi condenado a 22 anos, 5 meses e 15 dias pelo assassinato de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos. A idosa foi morta a tiros enquanto levava o neto para a escola. Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou informações encontradas no celular do acusado, incluindo o nome da vítima e a data do crime.

No oitavo julgamento, em maio de 2026, Albino recebeu mais 29 anos e 1 dia pela morte de José Ildo Siqueira Silva Filho, de 24 anos, assassinado a tiros na Ponta Grossa, em janeiro de 2024. Os jurados reconheceram três qualificadoras: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum.

Agora, com a condenação pela morte de Mikaele, são nove júris populares com condenações que já somam 234 anos, 2 meses e 13 dias.

Investigação aponta série de assassinatos

Albino foi preso em setembro de 2024, depois que as investigações da Polícia Civil identificaram um padrão entre diversos homicídios registrados na parte baixa de Maceió. A polícia apontou que as vítimas tinham características semelhantes e que os crimes apresentavam elementos em comum.

A investigação também encontrou, no celular do acusado, informações relacionadas a vítimas e possíveis alvos. Segundo o MPAL, havia registros com nomes, fotografias e datas relacionadas aos crimes. A perícia balística também apontou a utilização da mesma arma em diferentes homicídios atribuídos ao réu.

De acordo com o MPAL, Albino chegou a confessar, durante inquéritos policiais, a autoria de 18 crimes contra a vida. Em julgamentos, porém, ele negou algumas das acusações e, em determinados momentos, apresentou a versão de que teria agido sob influência de uma entidade que chamava de “Arcanjo Miguel”. Laudos médicos apresentados pelo Ministério Público sustentaram que o réu é imputável e possui discernimento dos próprios atos.

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