Justiça decreta prisão de acusados da morte da gata Camila Regina; eles são considerados foragidos
Mandados foram expedidos pela 10ª Vara Criminal da Capital, e buscas ocorreram na Ponta Verde, no Benedito Bentes e na Barra de São Miguel, mas os suspeitos não foram encontrados, segundo o deputado Delegado Leonam.

A Polícia Civil realizou buscas nesta sexta-feira (30) para cumprir os mandados de prisão preventiva contra um homem e uma mulher investigados pela morte da gata Camila Regina, em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Os dois não foram localizados. A informação foi confirmada pelo deputado delegado Leonan Pinheiro ao portal Gazetaweb e também pelo Ministério Público de Alagoas.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Os mandados foram expedidos pelo juiz da 10ª Vara Criminal da Capital, após pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), que denunciou os dois por envolvimento na morte do animal.
Leia também
Durante as diligências, os policiais estiveram em pelo menos três endereços: na Ponta Verde e no Benedito Bentes, em Maceió, e na Barra de São Miguel, no Litoral Sul de Alagoas. Apesar das buscas, os suspeitos não foram encontrados. "Nós fizemos várias buscas e eles não foram localizados. Agora, são considerados foragidos", disse o deputado.
O caso ocorreu em 29 de agosto de 2026 e ganhou repercussão após a divulgação de imagens do circuito interno de segurança da academia. O vídeo registra agressões contra Camila Regina, que estava dentro de um saco plástico.


Jovem é condenada por encomendar a morte do ex-patrão

Golpe da maquineta: funcionário de loja de pescados é preso por desviar dinheiro em Maceió

Acidente em Igaci: motorista perde o controle de carro e derruba poste

Colisão entre carro e caminhão de água deixa trânsito lento na Avenida Fernandes Lima
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPAL, o homem é apontado como responsável pelas agressões, enquanto a mulher é acusada de ter ordenado o crime. A investigação aponta que a gata, que era comunitária e recebia cuidados de alunos da academia, foi submetida à asfixia e a golpes que provocaram sua morte.
A denúncia foi encaminhada à 10ª Vara Criminal da Capital. Os dois são acusados de envolvimento em crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que trata de maus-tratos contra animais, combinado com o artigo 29 do Código Penal, referente à participação em infrações penais.
As buscas para cumprir os mandados não tiveram resultado, e os dois seguem não localizados.
O caso
Camila Regina era uma gata comunitária, alimentada e cuidada por alunos da academia. Conforme os elementos reunidos na investigação, o animal foi colocado e mantido dentro de um saco plástico, onde teria sido submetido à asfixia.
Ainda segundo a denúncia, o homem teria pisado repetidas vezes sobre o corpo da gata, que permanecia dentro do saco, além de desferir golpes contundentes. As agressões teriam durado quase cinco minutos e provocado intenso sofrimento até a morte do animal.
Após as agressões, a mulher apontada como mandante teria deixado a academia levando o saco plástico com o corpo da gata, conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Caso provocou mobilização de protetores
Camila Regina vivia nas imediações da academia e era alimentada diariamente por uma protetora. A gata desapareceu em 29 de agosto. A suspeita de violência levou à busca por informações e ao registro de um boletim de ocorrência.
A conclusão do inquérito e o indiciamento dos dois ex-funcionários ampliaram a mobilização por justiça. O protesto desta quinta-feira busca manter a atenção pública sobre o caso e cobrar a responsabilização dos envolvidos pelas vias legais.
O que diz a academia
A academia Bluefit disse que repudia qualquer tipo de crueldade contra a gata Camila Regina. Disse ainda que os atos contrariam os valores éticos da empresa. (veja nota na íntegra).
NOTA OFICIAL
A unidade da Bluefit Maceió manifesta a sua mais profunda indignação e o mais absoluto repúdio relativo ao fato recente de crueldade praticado contra a gata Camila Regina ou qualquer outro ato de maus tratos ou contra a vida animal. Atitudes desta natureza são inadmissíveis e contrariam todos os valores éticos que regem a nossa história.
A empresa rechaça os atos e reafirma que, assim que teve ciência do fato, agiu com o máximo rigor, afastando e desligando imediatamente os envolvidos. Estamos colaborando proativamente com as autoridades para a apuração dos fatos ao prestar todos os esclarecimentos que os cabem para a elucidação do caso. Reforçamos que se trata de um ato isolado, praticado por pessoas que já não fazem parte dos quadros da empresa e que não reflete, de maneira alguma, os padrões de conduta e os valores éticos e morais da Bluefit.
Permanecemos totalmente disponíveis para colaborar com as autoridades, estamos reforçando internamente a comunicação de nosso código de conduta e estamos convictos de que as devidas medidas serão rigorosamente aplicadas.
