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Homem é condenado a 46 anos de prisão por matar ex-companheira grávida em Maceió

Mário Santana da Silva foi condenado pelo assassinato de Maria Amanda Farias, cometido na presença dos filhos.


				Homem é condenado a 46 anos de prisão por matar ex-companheira grávida em Maceió
Maria Amanda Farias dos Santos, estava grávida quando foi morta pelo ex-companheiro. — Divulgação/Redes Sociais

O Tribunal do Júri condenou Mário Santana da Silva a 46 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-companheira Maria Amanda Farias dos Santos, que estava grávida. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (3), na 9ª Vara Criminal da Capital, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió.

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A acusação foi conduzida pela promotora de Justiça Adilza Freitas, que representou o Ministério Público de Alagoas (MPAL) no julgamento. A denúncia sustentou as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, dissimulação e feminicídio, além das circunstâncias de a vítima estar gestante e de o crime ter sido cometido na presença de seus filhos.

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O assassinato ocorreu na residência da avó materna do réu, localizada na Rua Lafaiete Pacheco, no bairro Ponta da Terra, próximo à Unidade Básica de Saúde Oswaldo Brandão Vilela. Segundo a acusação, Mário chamou insistentemente a ex-companheira para ir ao imóvel. No local, após uma discussão, ele desferiu os golpes que provocaram a morte da mulher.

O acusado confessou o crime. À época, ele disse que foi motivado por ódio e que "perdeu a cabeça". Meu enteado falou para mim: pai, o namorado da mãe bateu na Lelinha, que tem dois anos. Eu comecei a discutir com ela. Eu estava cortando carne. Aí ela deu um tapa na minha cara e, quando eu virei, foi que perdi a cabeça", afirmou.

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Durante o julgamento, a promotora Adilza Freitas destacou a violência empregada nos casos de feminicídio e chamou atenção para a necessidade de proteção às mulheres, especialmente após o encerramento de relacionamentos.

"O crime de feminicídio é crime de ódio e geralmente executam com requinte de crueldade. Não basta matar, sentem necessidade de destruir a identidade da mulher, efetuando diversos golpes no rosto e nas mamas. A execução ocorre após a mulher pôr fim ao relacionamento. A mulher deve ficar atenta quando terminar a relação", afirmou.

A promotora também questionou a motivação por trás desse tipo de violência: "Devemos sempre fazer a pergunta: ele matou porque ela existia ou matou porque ela não quis existir sem ele?".

Maria Amanda Farias dos Santos deixou três filhos.


				Homem é condenado a 46 anos de prisão por matar ex-companheira grávida em Maceió
Maria Amanda Farias dos Santos. — Divulgação/Redes Sociais

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