Epilepsia e bolsa de colostomia: frente a frente com serial killer, vítima relata que ficou em coma e com bala alojada
Barbeiro Alan Vitor sobreviveu após levar quatro tiros e hoje enfrenta sequelas do ataque

04/09/2025 às 10:20 • Atualizada em 04/09/2025 às 10:36 - há XX semanas
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O barbeiro Alan Vitor dos Santos Soares sobreviveu a um ataque que poderia ter sido mais um fatal na lista de mortes atribuídas ao serial killer Albino Santos de Lima.
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Nesta quinta-feira (4), durante o júri popular que o julga pela tentativa de homicídio ocorrida em 12 de junho de 2024, no Vergel do Lago, Alan relatou os momentos em que foi perseguido e baleado. Após ficar em coma por um mês, ele ainda enfrenta as sequelas do ataque e tem a bala disparada pelo acusado alojada no corpo.
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Diante dos jurados, ele contou que foi seguido por Albino e depois atingido na cabeça. Após cair, inconsciente, ainda foi alvejado com outros três tiros.
Alan ficou um mês em coma, mais de dois meses internado e convive até hoje com sequelas. Ele usa bolsa de colostomia, tem crises de epilepsia, depende de medicação contínua e carrega no corpo uma bala alojada. Além disso, um dos dedos da mão ficou comprometido, o que prejudica seu trabalho como barbeiro.


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De acordo com o processo, Alan foi atingido por um tiro na nuca, dois no pulmão e um de raspão na orelha. Apesar dos ferimentos graves, conseguiu sobreviver.
TESTEMUNHAS
Laura Nicole, irmã de Alan, foi a primeira testemunha ouvida no julgamento. Emocionada, ela declarou que o irmão “sempre foi do bem, não tinha envolvimento com drogas” e que a família até hoje não entende a motivação do crime.
Segundo Laura, Albino acompanhava Alan nas redes sociais e chegou a segui-lo antes do atentado. “Eu ouvi os disparos e, quando corri, meu irmão já estava caído no chão, desacordado”, relatou.
A segunda testemunha ouvida foi Wesley Michael Alves dos Santos, amigo de infância da vítima. Ele contou que estava dentro de casa, quando ouviu os disparos, saiu na rua e viu o assassino passando todo vestido de preto. Disse, ainda, que não conhecia e nunca havia visto o Albino antes.
A testemunha relembrou que, no dia do crime, Alan fez uma live cortando cabelo e que Albino chegou a assistir ao conteúdo nas redes sociais.
Diego Rafael Santos Pontes, amigo de Alan, também foi ouvido. A testemunha, que frequentava a barbearia da vítima, afirmou que Alan ajudava a família com seu trabalho na barbearia. Contou que nem conseguiu dormiu nessa noite e que esperou mais de um ano para olhar "na cara do Albino". Wesley conhecia diversas vítimas do réu.
Albino Santos de Lima, apontado pela polícia como responsável por 18 homicídios e seis tentativas entre 2019 e 2024, já confessou os crimes e agora enfrenta o tribunal pela quarta vez.
Um dos casos em que ele já foi julgado é do amigo de Alan, Emerson Wagner da Silva, de 17 anos, que também trabalhava como barbeiro. Albino foi condenado a 37 anos, um mês e 15 dias de prisão.