VÍDEO: menina de 8 anos denunciou ameaças antes de ser sequestrada e morta
Conteúdo veio à tona durante a conclusão das investigações da Polícia Civil sobre o crime
Antes de ser sequestrada e morta, Evellyn Jasmin Machado Acácio, de 8 anos, gravou um vídeo para denunciar que ela e a mãe, Katlyn Oliveira, viviam sob ameaças. Na gravação, a menina pede ajuda para deixar Minas Gerais, voltar à escola e poder comemorar o próprio aniversário. O vídeo veio à tona durante a conclusão das investigações da Polícia Civil sobre o crime, ocorrido em junho de 2023.
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“É quase impossível viver aqui, trancada, sendo ameaçada”, afirmou Evellyn no vídeo. A menina também pediu que as pessoas continuassem contribuindo com uma “vaquinha” criada pela família para arrecadar dinheiro para a mudança. “Eu peço que vocês continuem nos ajudando para eu ter uma escola, para eu sair, para eu não ficar trancada dentro de casa. Para poder festa no meu aniversário”, disse.
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Em outro trecho, Evellyn afirma que as ameaças partiam do pai, Sildirley Silva Acácio Machado, e de um homem que seria próximo a ele. “É praticamente impossível morar aqui sendo ameaçada pelo meu pai, pelo amigo dele”, relatou.
Os criminosos fugiram levando mãe e filha. Durante a madrugada do dia seguinte, Katlyn tentou escapar do veículo em movimento. Ela foi perseguida e morta com um tiro na nuca.


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O corpo da mulher foi encontrado dentro de um carro abandonado em uma área erma da BR-040, em Contagem. Evellyn, porém, não estava no veículo e passou a ser considerada desaparecida.
A menina foi levada para um sítio alugado previamente no distrito de Ravena, em Sabará. Segundo a investigação, ela permaneceu no local durante todo o dia 22 de junho de 2023. Os sequestradores tentavam manter contato com Sildirley, que coordenava a ação de dentro do presídio. Porém, após a polícia descobrir as mortes de Ana Raquel e Katlyn, agentes fizeram uma busca na cela do detento e apreenderam os celulares usados por ele
Sem conseguir contato com o mandante, os executores teriam decidido matar Evellyn. De acordo com a PCMG, um dos envolvidos, identificado como Marcos, colocou a menina em uma lona e levou o corpo para uma área de mata em Ravena.
A polícia trabalha com a suspeita de que Evellyn tenha sido morta a tiros, mas não foi possível determinar a causa da morte porque o corpo nunca foi localizado.
Corpo não foi encontrado
A localização exata do ponto onde Evellyn teria sido deixada só foi indicada à polícia por um dos suspeitos em julho de 2026, mais de três anos após o crime. Equipes fizeram buscas na região, mas não encontraram os restos mortais.
Segundo a PCMG, a passagem do tempo, as chuvas, o depósito de terra, a ausência de odor e a ação de animais alteraram as características do terreno e dificultaram a localização do corpo.
Mesmo sem encontrar os restos mortais, a Polícia Civil confirmou a morte da menina com base na confissão de dois réus e em provas técnicas que, segundo a investigação, corroboram as versões apresentadas.
Ao todo, quatro pessoas foram indiciadas e respondem como réus pelo homicídio de Evellyn. Sildirley é apontado como o mandante e coordenador do crime. A mulher que participava da ação e era chamada de “tia” pela menina está presa. Um dos executores também confessou participação e indicou aos investigadores os locais usados no cativeiro e na desova.
O quarto envolvido, Marcos, é apontado pelos comparsas como o responsável pela morte de Evellyn. Ele foi assassinado em setembro de 2024, durante o andamento das investigações. Para a polícia, o crime pode ter relação com uma retaliação pelo assassinato da criança.
