Desembargador é ouvido em ação do STJ sobre cobrança de propina
Tutmés Airan, do Tribunal de Justiça de Alagoas, é acusado de cobrar propina em troca de sentença favorável; magistrado nega
O desembargador Tutmés Airan, do Tribunal de Justiça de Alagoas, foi ouvido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta terça-feira (04), sobre o processo em que é acusado de cobrar propina em troca de sentença favorável a uma das partes. O processo corre sob sigilo, razão pela qual o STJ não forneceu detalhes acerca da audiência.
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O relator do caso é o ministro Mauro Campbell, que, mês passado, esteve em Maceió para uma audiência preliminar da ação penal 886/DF, que tem o desembargador como réu. Tutmés Airan, por sua vez, afirma preferir não mais se pronunciar a respeito até o desfecho do caso.
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A denúncia veio à tona no ano passado, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitou ao TJ-AL a apuração do caso. À época, o desembargador escreveu nota na qual solicitava a apresentação de provas, classificando a denúncia como falsa e garantindo ser inocente.
No mesmo comunicado, o magistrado alegou que a denunciante, a advogada Adriana Mangabeira Wanderley, resolveu mover a ação contra ele após perder, na Justiça, processo contra a empresa Braskem S/A a respeito do pagamento de honorários.
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"Agindo como agiu, a senhora Adriana Mangabeira não me deixa escolha. Estarei ingressando com as medidas judiciais necessárias para esclarecer a total improcedência das denúncias feitas, e para que ela responda pelos crimes cometidos contra mim, na qualidade de magistrado. Também vou solicitar que o Conselho Nacional de Justiça investigue a fundo o processo que deu origem a todas essas acusações. Por fim, declaro que sempre fui e continuo sendo um homem de poucas posses e que, com a consciência tranquila, abro mão dos meus sigilos bancário, fiscal e telefônico, para que se averigue as acusações a mim imputadas", afirmou na ocasião o desembargador.
