Deputado Fernando Pereira depõe em julgamento e diz que blogueiro foi vítima de crime político
Ele disse que vítima relatou que passaria a andar com segurança porque estava sendo ameaçado pela família do prefeito

O deputado Fernando Pereira prestou depoimento, nesta segunda-feira (5), por meio de videoconferência, como testemunha de acusação no caso do homicídio do blogueiro Adriano de Farias, que foi assassinado a tiros na zona rural de Junqueiro, no Agreste de Alagoas. O réu, Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, está sendo julgado no Fórum do Barro Duro, em Maceió, desde o início da manhã. Durante depoimento, Fernando Pereira, destacou que trata-se de um crime político.
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O parlamentar contou que estava em sessão na Assembleia Legislativa (ALE) quando tomou conhecimento do homicídio e, no mesmo instante, já sabia do que se tratava. Ele disse que a vítima tinha contado que passaria a andar com segurança porque estava sendo ameaçado pelo prefeito da cidade, Leandro Silva, e pela mãe dele, Maria Rejane.
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"A vítima também tinha problemas com a mãe do prefeito porque ela estaria invadindo um terreno que era da mãe do Adriano. Ele denunciou e não gostaram", destacou o deputado.
Ele ressaltou que existem vídeos do réu tentando matar Adriano antes, mas como a vítima estava com uma criança no carro, ele teria desistido e matado três dias depois. Fernando Pereira também disse que o réu era conhecido como matador de aluguel na cidade, mas não quis dar mais detalhes sobre o envolvimento dele com outros crimes.


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Sobre o temperamento de Adriano de Farias, ele disse se tratar de uma pessoa pacata. “Só gostava de ir para a academia, tinha uma filha pequena", falou.
A promotora Adilza Freitas questionou a testemunha sobre a ausência de depoimentos de pessoas que supostamente teriam presenciado a morte do blogueiro. Fernando Pereira respondeu destacando o medo da população.
"Doutora, eles temem pela vida. Outro blogueiro fugiu da cidade porque foi ameaçado e já sofreu atentado. Todos que mexiam com as redes sociais, o prefeito costumava dar esses alertas", afirmou, destacando que o réu era segurança de Valdir Silva - filho de Maria Rejane - quando ele foi candidato a prefeito de Teotônio Vilela. "Inclusive, o réu foi preso durante uma caminhada do candidato”, completou.
