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Presidente do Grupo Gay de AL diz que exclusão de igreja revela 'inquisição'

Para Nildo Correia, religiosos deixam de fazer o papel de acolher e pregam o ódio

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, disse, em entrevista na manhã desta terça-feira (12), que a exclusão da Igreja do Pinheiro pela Convenção Batista Brasileira (CBB) após liberar o batismo de homossexuais revela um cenário de "inquisição", com religiosos pregando mais ódio.

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Nildo afirmou à Gazetaweb que tomou conhecimento da discussão em torno do fato durante um congresso e que soube da definição nessa segunda (11). Para ele, mais uma vez, religiosos deixam de fazer o seu papel, que seria o de acolher. 

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"Os próprios religiosos pregam mais ódio a quem deveria ser acolhido. Vivemos em um momento difícil, pois, mesmo o Vaticano pregando através do Papa o acolhimento das minorias, muitos religiosos não aceitam. Agora, vem a Igreja Batista e prega a exclusão. Não tenho religião, não tenho perfil de religioso, mas acredito no papel fundamental que as religiões possuem para combater o preconceito, inclusive contra a intolerância de gênero e orientação sexual", afirmou o presidente. 

Revoltado e indignado, Nildo Correia classificou que a exclusão demonstra um cenário "inquisitório", onde a sociedade mostra repulsa contra as minorias. "Tenho o sentimento de que, a cada segundo que passa, vemos esta negação por parte do ser humano. Pior ainda é ver, na grande maioria das vezes, minorias excluindo ou contribuindo com isso". 

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Diante dos fatos, o representante do GGAL afirmou que repudia a decisão e apoia o pastor da Igreja Batista, Wellington Santos, por estar firme na questão e pedir aos que seguem e participam das pregações da igreja que o apoiem também neste momento. 

"Seria diferente, caso fosse uma questão que envolvesse entidades do órgão público ou privado comercial. Infelizmente, não possuímos uma lei específica que criminalize a homofobia neste país, aí sim, poderíamos entrar com uma ação, justificando apologia ou outro tipo de prática discriminatória", pontuou Nildo. 

Para o pastor Wellington Santos, o momento é de refletir. "No momento, estou optando por um tempo de silêncio e oração, uma vez que as emoções não podem nem devem assumir o controle das nossas ideias e palavras. Teremos reuniões e conversas com toda a igreja e lideranças para tratar dos nossos passos futuros no cumprimento da missão que Deus nos confiou enquanto agência do seu Reino", assinalou Wellington. 

O pastor explicou que a decisão que homossexuais pudessem ser membros da igreja foi um processo longo. Foi aprovada durante uma assembleia extraordinária, realizada em fevereiro, e por maioria de votos. Após a decisão, o pastor e a esposa dele, Odja Barros, chegaram a ser ameaçados. 

Ele acrescenta que a decisão de abrir liberar o batismo de homossexuais não é uma questão somente da Igreja Batista do Pinheiro e que existem grupos batistas no Brasil e no mundo, junto com outras denominações cristãs que têm assumido a mesma posição pastoral de acolhimento e inclusão.

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