Pai e filha estão entre presos em operação que investiga fraude em concursos em AL e PE
Ao todo, três pessoas foram presas e oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos dois Estados

Um pai e sua filha estão entre as três pessoas presas na Operação BABET, deflagrada nesta terça-feira (18), pelos Ministérios Públicos dos Estados de Alagoas (MPAL) e Pernambuco (MPPE) para investigar uma organização criminosa especializada, segundo as apurações, em fraudar concursos públicos para garantir vantagens indevidas. Uma prisão foi cumprida em Alagoas e duas em Pernambuco.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão em municípios dos dois Estados.
Leia também
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Camaragibe, Igarassu, Santa Cruz do Capibaribe e Peixinhos. Em Camaragibe e Igarassu, também foram cumpridos mandados de prisão.
CONCURSO DE RIO LARGO


Suspeito de matar jovem que vendia frutas na Pajuçara é preso em Maceió

Jovem de 18 anos desaparece após sair para tomar sorvete e é encontrada morta

Morte de 80 cavalos gera denúncia e prejuízo de R$ 82 milhões em AL

Oito sacos com cabos de energia furtados são apreendidos no Centro de Maceió
O concurso público destinado ao provimento de cargos da Guarda Civil Municipal de Rio Largo está entre os certames investigados pela operação. Os Ministérios Públicos buscam esclarecer de que forma a organização teria atuado, identificar todos os envolvidos e reunir elementos que permitam dimensionar a extensão das possíveis fraudes.
As apurações apontam que os envolvidos teriam utilizado, de maneira reiterada, diferentes estratégias e mecanismos para fraudar concursos públicos, com o propósito de interferir na lisura dos certames e favorecer determinados candidatos.
A Operação BABET é resultado de um trabalho integrado entre os Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaecos) do MPAL e MPPE, a 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo e a promotoria de Justiça designada para atuar no caso.
Em Rio Largo, parte das medidas foi cumprida pelos promotores de Justiça Louise Teixeira, que exerce suas atribuições naquela cidade, e Kleber Valadares, indicado para trabalhar diretamente nas diligências realizadas no município.
Já em Pernambuco, os demais mandados foram cumpridos pelos promotores de Justiça Napoleão Amaral, coordenador do Gaeco/MPAL, Hamílton Carneiro e Jorge Bezerra, integrantes do mesmo Gaeco, além de promotores do Gaeco de Pernambuco.
“Esse trabalho conjunto foi fundamental para o cumprimento das medidas cautelares em cidades alagoanas e pernambucanas e para o avanço das investigações sobre a estrutura criminosa”, explicou Napoleão Amaral.
Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais de interesse investigativo. O conteúdo será submetido à análise técnica.
Os investigados presos passarão pela oitiva do MPAL, com apoio especializado do Núcleo de Gestão da Informação (NGI/SI/MPAL).
Segundo o promotor de Justiça Kleber Valadares, a análise do material apreendido deverá contribuir para a identificação e sistematização de novas provas, além do aprofundamento das informações já reunidas durante a investigação.
A expectativa, de acordo com o promotor, é de que os dados e os depoimentos também possam revelar outras conexões entre os investigados e esclarecer a dinâmica utilizada pela organização para a prática das fraudes.
As investigações indicam ainda que a atuação da organização criminosa pode não ter ocorrido de forma isolada. Dois dos investigados que tiveram a prisão decretada já teriam sido recentemente envolvidos, em Pernambuco, em investigação relacionada à suposta prática criminosa de natureza semelhante.
Essa informação reforçou a necessidade de aprofundamento das apurações e contribuiu para a adoção das medidas cautelares autorizadas judicialmente perante a 17ª Vara Criminal da capital, em Alagoas.
NOME DA OPERAÇÃO
O nome da operação, BABET, faz referência a um personagem da obra Os Miseráveis, de Victor Hugo. Na narrativa, Babet é apresentado como um indivíduo que utiliza fraude, disfarce e manipulação para assumir diferentes papéis e ludibriar terceiros.
A referência foi escolhida em razão das características atribuídas, em tese, à atuação dos investigados.
