MPE apura falta de estrutura, de pessoal e inquéritos pendentes em delegacias
Promotora fez visita técnica e constatou série de irregularidades no 8º e no 21º Distritos
O Ministério Público Estadual (MPE) abriu procedimento administrativo para investigar possíveis irregularidades e ilegalidades cometidas na carceragem no 8º e no 21º Distritos Policiais da capital. O método, segundo o órgão, revela nítido desvio de função da atividade policial. Além disso, vão ser apuradas a falta de estrutura, de pessoal e o elevado volume de inquéritos pendentes nestas delegacias.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A investigação foi instaurada pela promotora de Justiça Karla Padilha Rebelo Marques, titular da Promotoria do Controle Externo da Atividade Policial e Tutela da Segurança Pública. As portarias contendo a instauração das medidas foram publicadas na edição desta quarta-feira (16), do Diário Oficial Eletrônico do MPE.
Leia também
Os procedimentos administrativos visam ao acompanhamento e à fiscalização da situação estrutural e de pessoal do 8º e do 21º Distritos Policiais da capital.
A promotora fez uma visita técnica a estas unidades policiais e constatou uma série de problemas na rotina de trabalho. Verificou ausência de pessoal; acúmulo, por parte de uma única delegada de polícia, de dois distritos com atribuição em bairros que demandam exaustiva atividade investigativa; estrutura física nitidamente deficitária; depósito irregular de materiais apreendidos; e inexistência de materiais de trabalho, como computadores e demais instrumentos de escritório, em quantidade e qualidade adequadas.


Turista é preso em Maceió após ser acusado de agredir e tentar jogar namorada pela janela de hotel

Porto de Pedras conquista duas Bandeiras Azuis para praias da Laje e do Patacho

Vacina Pneumo 20 já está disponível para idosos com 85 anos ou mais no SUS

Circuito Penedo abre inscrições para monitores da UFAL até 12 de outubro
Karla Padilha ainda percebeu uma quantidade enorme de inquéritos policiais e boletins de ocorrência em tramitação, sendo a maioria relativa às demandas provenientes do bairro do Benedito Bentes.
De acordo com ela, no 8º Distrito, especificamente, os agentes de polícia estavam atuando na carceragem, o que caracteriza desvio de função e, em tese, compromete as atribuições da Polícia Judiciária na apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais.
Além disso, a estrutura destes distritos não foi criada para figurar como estabelecimento prisional por um período longo, como tem acontecido. Há risco iminente de fuga, motim ou outras circunstâncias que comprometam a rotina das delegacias.
"A atividade de carceragem exige da Delegacia de Polícia a presença de agentes em regime de plantão apenas para o exercício da custódia, comprometendo-se, sobremaneira, o princípio da eficiência, ao se reduzir, demasiadamente, o efetivo do distrito", considerou a promotora.
