Médico que atuava em AL e era investigado pelo Cremal tem registro cassado
Conselho Federal de Medicina suspendeu diploma de Carlos Alberto, acusado de prática irregular da profissão
O médico Carlos Alberto Teixeira de Carvalho, que já atuou nos municípios de Coruripe e Penedo, e atualmente prestava serviço em uma clínica de Arapiraca, teve o registro profissional cassado pelo Conselho Federal de Medicina e não poderá mais exercer o ofício no território brasileiro. Ele foi condenado por prática irregular da profissão e, em Alagoas, já foi alvo de, pelo menos, duas denúncias pelo mesmo motivo.
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A cassação do diploma se deu, inicialmente, no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, onde o médico fez a inscrição e começou a trabalhar no início da carreira. A decisão foi referendada posteriormente pelo conselho superior, mas Carlos Alberto recorreu e obteve uma liminar que revogava os efeitos suspensivos.
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De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), Fernando Pedrosa, assim que foi liberado para voltar a atuar, o médico veio para Alagoas e, aqui, passou a trabalhar. Com a decisão precária da Justiça, ele esteve no colegiado e se inscreveu para obter a autorização para exercer a profissão no estado.
"Todos os médicos devem se inscrever no conselho da localidade onde quer trabalhar. Isto é uma exigência do Conselho Federal para que os colegiados regionais passem a regulamentar a atuação do profissional e passe a fiscalizar os procedimentos", explicou Fernando Pedrosa. A liberação de Carlos Alberto foi dada em 2017 e, desde então, ele trabalhava normalmente.


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No entanto, o Cremal tomou conhecimento, de forma oficial, que a liminar do Juízo de 1º Grau foi cassada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e a cassação do diploma foi mantida. Com isto, o médico perde os direitos de atuar no Brasil. "Fui pessoalmente em Arapiraca para notificar o profissional da decisão da cassação, mas não o encontramos. O Cremal enviou uma carta para deixá-lo a par da situação", explicou o presidente.
Segundo ele, Carlos Alberto possui seis especialidades médicas, dentre as quais neurocirurgia, cirurgia geral e neurologia clínica. Em Alagoas, o médico já foi acusado de atuar irregularmente na profissão por duas vezes. Uma das denúncias foi arquivada por falta de provas, mas a outra ainda está em processo de investigação.
