Maia diz que governo precisa agir: ?Se não, Brasil vai explodir em janeiro?
Presidente da Câmara voltou a criticar a obstrução realizada pela base governista na pauta de votação da Casa
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (9/11) que "o Brasil vai explodir em janeiro" se a base do governo não deixar de obstruir a pauta da Câmara.
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"O Brasil vai explodir em janeiro se as matérias não forem votadas. O dólar vai a R$ 7. A taxa de juros de longo prazo vai subir para um país que no final do ano vai ter 100% das suas riquezas em dívidas", declarou Maia, em entrevista à CNN. "O governo precisa tomar uma decisão urgente? Será um governo popular ou será um governo populista?", acrescentou.
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Maia frisou que governo populistas tomam decisões que extrapolam o teto de gastos. "Se quiser construir soluções fora do teto será populista, como foi o anterior e dará em recessão. Pergunte ao brasileiro simples como ele está conseguindo comprar arroz e feijão no mercado, com o aumento de preços? Quando se é populista quem paga a conta é o povo brasileiro", afirmou.
O presidente da Câmara voltou a reclamar da obstrução da base governista por causa da presidência da Comissão Mista de Orçamento, que, segundo ele, não é um tema que compete a Casa. Maia criticou o não cumprimento do acordo feito no início do ano, o qual o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) comandaria o colegiado. O líder do centrão, deputado Arthur Lira (PP-AL), indicou a deputada Flávia Arruda (PL-DF).


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Almoço com Huck
Maia minimizou o almoço desta segunda-feira com o apresentador Luciano Huck, na residência do apresentador no Rio de Janeiro. "Eu converso com Luciano sempre que vou ao Rio", disse.
"A gente está sempre conversando e discutindo o cenário de curto prazo, do que o governo deveria a fazer, a agenda econômica, agenda social, do que uma preocupação com o projeto eleitoral", afirmou Maia. "Nosso projeto eleito vai ser construído a partir do segundo semestre do próximo ano."
O presidente da Câmara defendeu, na última sexta-feira (6/11), no evento Macro Vision 2020, do Banco Itaú, a união dos partidos de centro para disputar a próxima eleição presidencial, sem citar nomes.
Neste domingo (8/11), a Folha de S. Paulo revelou um encontro entre o apresentador Luciano Huck e o ex-ministro Sergio Moro, em Curitiba, para discutir a construção de uma "terceira via" para disputar a sucessão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Maia, todavia, classifica Moro como um candidato de extrema-direita e rechaça a possibilidade de apoiar uma chapa com ele nas eleições de 2022. Em meio à repercussão negativa do encontro, Huck convidou Maia para um almoço nesta segunda-feira.
