Júri Popular absolve cinco réus pela morte do cabo Gonçalves
Defesa alegou não haver provas sobre a participação dos réus no assassinato; promotor vai avaliar se MP vai recorrer da decisão
O Júri Popular absolveu os cinco acusados de serem os executores de José Gonçalves da Silva Filho, o cabo Gonçalves, crime ocorrido em 1996. A sentença saiu nesta quarta-feira (25) após dois dias de júri popular, no Fórum da Capital, presidido pelo juiz Yulli Roter Maia, da 7ª Vara Criminal da Capital.
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Os réus foram Valdomiro dos Santos Barros, Talvanes Luiz da Silva, José Luiz da Silva Filho, Eufrásio Tenório Dantas e Daniel Luiz da Silva Sobrinho.
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De acordo com a sentença, em relação à imputação criminal apresentada em face dos réus, os jurados não reconheceram a autoria delitiva do crime. Com isso, foram absolvidos da acusação de homicídio qualificado.
A defesa alegou não haver provas sobre a participação dos réus no assassinato. Após a sentença, o promotor de justiça Thiago Riff informou que o Ministério Público irá avaliar se vai ou não recorrer da decisão.


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Cabo Gonçalves era reformado da Polícia Militar quando entrou na política, como deputado estadual. Ele era suspeito de integrar o crime organizado em Alagoas, a chamada "Gangue Fardada". O militar foi assassinado com tiros de metralhadora em um posto de combustível de Maceió.
O crime ocorreu em 9 de maio de 1996, por volta das 11h, no Auto Posto Veloz, localizado na Avenida Menino Marcelo, em Maceió. Segundo os levantamentos feitos pela Polícia Civil na época, o Cabo Gonçalves foi morto com mais de 40 tiros de metralhadora e espingarda calibre 12, disparados de curta distância por um grupo de doze homens, fortemente armados, que fugiram em três veículos.
As investigações na época apontaram a participação dos irmãos Marcos Antônio Cavalcante e o ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, que no dia do crime ficou em seu veículo, prestando auxílio aos executores, segundo o processo. Os irmãos Cavalcante foram apontados como chefes do grupo criminoso que ficou conhecido como "Gangue Fardada".
