Família de paciente idosa do HGE cobra do Governo de Alagoas cirurgia emergencial
Em vídeo, Cintia Oliveira, neta da paciente, relata que datas para cirurgia foram desmarcadas duas vezes e que foi informada do risco de ver a avó aguardar por leito de UTI no corredor do hospital
Em um vídeo, que tem circulado nos aplicativos de mensagem, uma família relata o descaso do Governo do Estado com o atendimento de uma idosa no Hospital Geral do Estado (HGE). O caso é da paciente Maria José da Rocha, de 90 anos, que deu entrada na unidade, no último dia 13, após sofrer uma trombose. Ela aguarda há uma semana por uma cirurgia emergencial.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

No vídeo, a neta da paciente, Cíntia Oliveira, explica que o procedimento foi marcado e desmarcado no dia da realização, por duas vezes, e, após a informação de que a paciente aguardaria por leito de UTI no corredor do hospital, a família veio a público pedir providencias da gestão.
Leia também
"Peço que compartilhem esse vídeo, para que chegue até o governador Renan Filho, para que seja tomada uma providencia. Porque a minha vó está aqui, correndo risco de infecção se não fizer a cirurgia, mas não pode realizar essa cirurgia porque não tem leito de UTI. E estamos aqui rodando nesse hospital, com toda a exposição que ela pode ter, aguardando há uma semana por uma cirurgia de urgência", relata a neta, emocionada.
À Gazetaweb, o marido de Cintia, Ricardo de Araújo, explicou o quadro clínico da idosa. "Há três meses atrás, Dona Maria sofreu um AVC, ela tem um lado do corpo paralisado. Agora, após um caso de trombose, ela foi diagnosticada com obstrução arterial. Um dos pés dela está sem circulação, em risco de uma infecção generalizada, embolia pulmonar ou, até mesmo, outro AVC", esclarece.


Motociclista morre após acidente em Teotônio Vilela e deixa esposa grávida

Polícia cumpre mandados de prisão durante operação

Incêndio destrói depósito de recicláveis em Maceió

Carros colidem em cruzamento na Ponta Verde em Maceió
Segundo a denúncia da neta, Dona Maria chegou a ser avaliada por cirurgião vascular, que confirmou a necessidade cirúrgica de amputação do membro, agendada para o dia 14. Após 24h em jejum, a idosa teria subido para o centro cirúrgico, mas o procedimento não foi realizado, devido à falta de avaliação, exames cardiológicos e leito reservado de UTI.
Após a realização dos exames, o médico teria feito a solicitação do leito, no último sábado (17). A cirurgia foi agendada para a segunda (19). A paciente subiu novamente para o centro cirúrgico, na manhã do dia marcado, e, apenas no fim da tarde, a família foi informada que, por falta de leito na UTI, o procedimento, novamente, não seria realizado. Ainda segundo o relato, ela foi informada que a idosa iria ter de esperar a liberação do leito no corredor do hospital.
"Eu queria que vocês compartilhassem esse vídeo, para que a organização desse hospital tome providencias. Já receberam uma reclamação, já fui ao serviço social, ouvidoria, e, só após toda a insistência, conseguiram uma enfermaria para ela, onde homens e mulheres estão juntos, sem o minimo de dignidade", relata ainda Cintia.
Em nota, a gestão do HGE afirmou que o procedimento poderá ser realizado nesta terça-feira (20), conforme disponibilidade da equipe vascular e que, com a diminuição dos casos associados a pandemia, mais leitos poderão vir a ser redirecionados para as demais demandas.
Leia a nota na integra:
A gerência do Hospital Geral do Estado (HGE) esclarece que a paciente Maria José da Rocha (90) chegou a unidade hospitalar com cianose (coloração azulada da pele decorrente de oxigenação insuficiente do sangue) no membro inferior esquerdo em decorrência de doença arterial, necessita de cirurgia com indicação de tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O procedimento será realizado, possivelmente, hoje (20), conforme disponibilidade da equipe vascular.
Informa ainda que a busca por leitos de UTI, apesar de acontecer em várias outras unidades hospitalares na região e fora dela, vem diminuindo gradativamente em Alagoas devido aos investimentos feitos pelo governo estadual com a ampliação de novos leitos e hospitais equipados para o atendimento intensivo. Com a diminuição dos infectados pelo novo coronavírus, esses leitos poderão ser redirecionados para outras patologias, além da doença pandêmica.
Lembra ainda que, o HGE é um hospital de urgência e emergência, referenciado pelo Ministério da Saúde (MS) e com demanda espontânea, atendendo todos os casos que procuram a unidade hospitalar, independente dos picos da pandemia.
