Em greve há 20 dias, auditores param fiscalização do trabalho em Alagoas
Profissionais fizeram um protesto em frente à sede da SRTE, no calçadão do Comércio
Auditores fiscais do Trabalho estão em greve há 20 dias, com isso, 37 profissionais deixaram de fiscalizar as empresas. A categoria reclama da falta de estrutura e fez um protesto na manhã desta quinta-feira (28), em frente à sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas (SRTE/AL), no calçadão do Comércio.
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De acordo com o auditor fiscal Leandro Carvalho, vários serviços estão suspensos, como a homologação de rescisão de contratos de trabalho, fiscalização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), trabalho infantil, combate ao trabalho escravo e outras ações. Apesar da paralisação, 30% dos serviços estão mantidos, voltados a ocorrências em situação iminente de risco e atraso salarial.
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A pauta de reivindicações abrange concurso público, pois a carência atual é de, no mínimo, 20 auditores; condições de trabalho, já que falta combustível para abastecer as viaturas, motoristas; além da estrutura física do prédio da SRTE, que conta com infiltrações, paredes rachadas, falta de iluminação, ar-condicionado quebrado e internet lenta.
Além disso, a categoria busca autonomia financeira, administrativa e orçamentária, com a criação da Lei Orgânica do Fisco. Reposição inflacionária também está incluída na pauta.


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"São várias as reivindicações. A principal delas é a péssima estrutura do nosso prédio. Não conseguimos trabalhar dessa forma e o curioso é que fiscalizamos locais de trabalho e o nosso local é um dos alvos. Se houver interdição, não teremos onde trabalhar. Em Arapiraca, a própria gerência foi interditada e o único auditor trabalha em um posto cedido pela Prefeitura", comentou Leandro Carvalho, citando que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão ainda não sinalizou nenhuma pauta com a categoria, desde o ano passado.
Nada a se comemorar

Os profissionais se uniram nesta manhã, também, para lembrar uma chacina ocorrida em 2004, que vitimou quatro servidores públicos, sendo três auditores e um motorista, em Unaí, Minas Gerais. O crime teria sido encomendado pelo prefeito da cidade por conta de fiscalizações no Município.
Outro motivo do protesto é a reflexão do Dia do Trabalho Escravo. Segundo o auditor, já foram resgatados 300 trabalhadores em Alagoas, atuando em condições análogas à escravidão, seja em usinas, construção civil e mineradoras/pedreiras. "Esta data não é para comemorar nada. É só para refletirmos sobre a chacina e o trabalho escravo. Esse protesto é necessário para que chamemos a atenção de toda a sociedade", reforçou Leandro.
