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Detector de metais encontra relógio perdido há cerca de 100 anos e devolve relíquia à família de veterano da Primeira Guerra

Inscrição gravada na peça levou um australiano a reconstruir a história de um antigo soldado e entregar o relógio de bolso ao filho de seu provável proprietário, um século após o desaparecimento


				Detector de metais encontra relógio perdido há cerca de 100 anos e devolve relíquia à família de veterano da Primeira Guerra

O sinal emitido por um detector de metais em uma área de mata próxima a Red Cliffs, no estado australiano de Victoria, parecia indicar apenas mais um objeto enterrado. Mas, ao escavar o local, Giac Asco encontrou um relógio de bolso antigo que daria início a uma investigação histórica capaz de reunir uma família quase cem anos depois.

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O relógio, desgastado pelo tempo, foi identificado como pertencente ao veterano Frank Cowling, ex-combatente da Primeira Guerra Mundial. A identificação só foi possível graças a uma pequena inscrição gravada na tampa da peça e ao cruzamento de mapas históricos e registros de antigos assentamentos militares. No fim da investigação, a relíquia voltou às mãos de John Cowling, filho do provável proprietário.

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Um achado que virou investigação

Giac Asco explorava uma área de vegetação nos arredores de Red Cliffs quando o detector de metais indicou a presença de um objeto enterrado.

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Após retirar cuidadosamente o relógio e remover parte da sujeira acumulada, ele encontrou uma inscrição que mudaria o rumo da descoberta:

"FC Block 500 Red Cliffs".

Em vez de guardar a peça como item de coleção, Asco decidiu descobrir quem havia sido seu dono.

Um número levou ao antigo proprietário

A expressão "Block 500" chamou a atenção do detectorista.

Pesquisando mapas históricos da região, ele descobriu que os lotes rurais destinados a veteranos da Primeira Guerra Mundial eram identificados por números de bloco.

Nos registros, o Bloco 500 aparecia vinculado às iniciais FC, pertencentes a Frank Cowling.

A coincidência entre as letras gravadas no relógio, a localização da descoberta e os documentos históricos fortaleceu a ligação entre o objeto e o ex-soldado.

A história de um veterano

Os registros consultados por Asco mostram que Frank Cowling trabalhou como verdureiro e agricultor antes de se alistar em Melbourne.

Após retornar da guerra, passou a integrar um programa de assentamentos para veteranos em Red Cliffs, política criada para reorganizar áreas rurais australianas depois do conflito.

Nesse sistema, os terrenos eram identificados justamente por blocos numerados, o que explica a gravação existente na tampa do relógio.

Como o relógio pode ter sido perdido

Embora não exista um registro exato do desaparecimento da peça, a família acredita que Frank Cowling a tenha perdido enquanto trabalhava na construção de canais ou na preparação de áreas agrícolas.

O relógio foi encontrado a cerca de cinco quilômetros do lote associado ao veterano, distância considerada compatível com as atividades que ele exercia na região.

A busca terminou na porta da família

Depois de identificar o provável proprietário, Giac Asco procurou a Sociedade Histórica de Red Cliffs, que o ajudou a localizar John Cowling.

O filho do veterano não sabia que o pai possuía aquele relógio, mas recebeu a notícia com entusiasmo.

Durante o encontro, os dois conversaram sobre a trajetória de Frank na guerra e sobre sua vida após o retorno à Austrália. A peça deixou de ser apenas uma relíquia antiga e passou a representar uma lembrança concreta da história da família.

Mais importante que encontrar é descobrir a história

Asco afirma que seu interesse com o detector de metais nunca esteve apenas em localizar objetos valiosos.

O que mais o motiva é descobrir quem os utilizou, quando foram produzidos e qual caminho percorreram até desaparecer.

Essa curiosidade já o levou a encontrar moedas antigas, distintivos militares, medalhões e peças ligadas às duas guerras mundiais, mas o relógio de Frank Cowling se tornou um dos achados mais marcantes justamente porque permitiu devolver um objeto perdido ao seu núcleo familiar.

Uma pequena inscrição que atravessou um século

O relógio permaneceu enterrado por décadas até ser encontrado por acaso em uma área de mata.

Sem as iniciais gravadas na tampa e o número que identificava o antigo lote rural, provavelmente jamais seria possível descobrir sua origem.

Ao unir documentos históricos, mapas e registros locais, Giac Asco transformou uma simples descoberta arqueológica em uma reconstrução de memória. Quase cem anos depois de desaparecer, o relógio voltou às mãos da família de quem, muito provavelmente, o carregou durante parte de sua vida.

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