Corte no Programa do Leite deve afetar mais de 180 mil pessoas em Alagoas
Redução em R$ 20 milhões só garante continuidade do programa até agosto deste ano, diz cooperativa
O corte considerado brusco no repasse de verbas para o Programa do Leite pode afetar mais de 180 mil pessoas no estado. Segundo o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, o governo federal reduziu a previsão de repasses para R$ 10 milhões, com a metade deste valor sendo destinada às ações de 2018, enquanto a outra metade seria utilizada ao longo do primeiro semestre de 2019.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Em entrevista à Rádio Gazeta na manhã desta quarta-feira (04), Aldemar destacou um comunicado do Ministério do Desenvolvimento Agrário sobre o corte, explicando que o governo estadual teria menos de 30 dias para enviar a documentação necessária à União, a fim de garantir o repasse dos R$ 10 milhões disponíveis.
Leia também
"Fomos pegos de surpresa com esse comunicado do Ministério. Está todo mundo louco atrás de agilizar a documentação para garantir o repasse, mesmo que represente apenas um terço do valor total. Enquanto, vamos correndo atrás de alternativas para cobrir este buraco", explicou.
De acordo com o presidente da CPLA, o montante anunciado é o suficiente para garantir a execução do programa somente até meados de agosto. Segundo ele, o Governo de Alagoas havia sinalizado uma contrapartida de R$ 7,5 milhões, o que garantiria a distribuição do leite até outubro. Com isso, a CPLA ganharia tempo para encaminhar representantes à Brasília, na tentativa de articular uma solução em definitivo junto à bancada alagoana.


Eleitores ainda votam em escolas de Maceió após o fim do horário previsto

Eleitores saem correndo após abertura de portões em colégio

Rico Melquiades vota cercado de seguranças em Maceió

Davi Davino prevê "grande surpresa" na abertura das urnas em Alagoas
Contudo, a situação pode ficar ainda pior. É que, conforme Aldemar, o governo estadual também já cogita reduzir o repasse para R$ 2 milhões, razão pela qual a CPLA convocou mais de 400 produtores a participarem, nesta quinta-feira, em Major Isidoro, da solenidade de inauguração de mais um Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp).
A ideia, reforça o presidente da cooperativa, é entregar uma carta ao governador Renan Filho para convencê-lo a manter o valor. O encontro também seria uma oportunidade de lhe pedir apoio nas negociações em Brasília.
"Precisamos mostrar ao governador Renan Filho que o corte afetará centenas de milhares de pessoas em todo o estado. Só para se ter uma noção da quantidade de pessoas afetadas, imaginemos três ou quatro estádios como o Rei Pelé lotados. Não podemos deixar que o programa do leite morra em Alagoas", desabafou.
Entenda
O Programa do Leite funciona por meio de convênio firmado ainda em 2013, sendo mantido com recursos do governo federal e uma contrapartida do governo do estado. Hoje, o programa representa um indispensável complemento nutricional a 80 mil famílias presentes nos 102 municípios alagoanos. Ao todo, são distribuídos 50 mil litros por semana, sendo quatro para cada família.
Além das famílias que recebem o leite, o programa contempla, ainda, mais de 3 mil produtores e dezenas de transportadores, além de voluntários que recolhem o leite nos centros de distribuição e repassam para as famílias atendidas.
