Vasco impõe goleada histórica ao Santos no Morumbis pelo Brasileirão
Jogo marcou o primeiro duelo em solo brasileiro de Neymar x Coutinho

O Vasco atropelou o Santos e venceu o rival por 6 a 0, no Morumbis, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Diante de mais de 50 mil torcedores, o Cruz-maltino não tomou conhecimento de um Peixe abatido e que não soube conter o avanço dos cariocas.
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O torcedor santista chegou ao bairro do Morumbi confiante em um bom resultado, principalmente por conta da vantagem de cinco pontos em relação à zona do rebaixamento. A expectativa era reviver lembranças dos grandes duelos de mata-mata que o clube já disputou no estádio em épocas de glória, pelo Paulistão, Brasileirão e Libertadores.
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Mas foi o Vasco que conseguiu mostrar um melhor rendimento e, até mesmo, melhorar as cobranças de Fernando Diniz relacionadas aos erros de finalização da equipe nos últimos compromissos na temporada.
Antes de a bola rolar, Neymar recebeu uma homenagem pelos 250 jogos com a camisa do Santos, marca atingida no duelo contra o Juventude, também no Morumbis. O camisa 10 entrou em campo segurando a filha Mavie, fruto do relacionamento com a modelo Bruna Biancardi, no colo.


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Na tradicional fila de cumprimentos após o hino, um abraço carinhoso no parceiro de Seleção Brasileira Philippe Coutinho. Amigos de longa data, eles já haviam se enfrentado na final da Champions League de 2019/2020 e também em diversas competições pelas categorias de base da Amarelinha.
Santos até começa melhor no primeiro tempo
O Morumbis explodiu logo aos sete minutos, quando Neymar cobrou falta com perigo. Pouco depois, Guilherme desperdiçou a melhor chance do primeiro tempo.
O Santos dominava a posse de bola nos minutos iniciais, mas o Vasco mostrou frieza para suportar a pressão. Aos 18, Lucas Piton abriu o placar para os cariocas após jogada iniciada por Nuno pelo lado direito. O VAR demorou dois minutos para confirmar o lance, por conta de uma possível saída de bola na lateral no começo da jogada.
Dono das bolas paradas, Neymar aproveitava cada escanteio para se aproximar da torcida, erguendo os braços e incentivando os cantos vindos das arquibancadas.
O Santos ainda teve um lance polêmico: se Guilherme estivesse melhor posicionado, teria sofrido pênalti e dado a Neymar a chance de se aproximar da marca dos 150 gols pelo clube.
No intervalo, Neymar deixou o gramado já ciente de que será desfalque contra o Bahia, no próximo domingo (24), fora de casa, por estar suspenso.
No segundo tempo, o Santos desmoronou em apenas 16 minutos. Foram quatro gols sofridos em sequência: dois de Philippe Coutinho, um de Rayan e outro de Tchê Tchê. A derrota vexatória praticamente selou a demissão do técnico Cléber Xavier.
O semblante em campo era de desespero e falta de reação. A exceção foi o goleiro Gabriel Brazão, que se mostrou indignado com os companheiros, após ser deixado sozinho diante dos atacantes vascaínos.
Nas arquibancadas, a resposta foi imediata. A torcida organizada virou de costas para o gramado até os minutos finais, enquanto um clima hostil tomava conta do Morumbis com vaias e protestos generalizados. Uma bomba chegou a ser atirada nas proximidades do campo.
O Santos chegou a descontar com Guilherme, mas o impedimento foi marcado. Mesmo assim, o Morumbis seguiu silencioso até o apito final.
O Santos apagou uma tarde que poderia ter sido mágica ao lado de seu maior ídolo pós-Pelé e trouxe à tona lembranças de um clube instável, ainda em processo de reconstrução após o retorno à elite do futebol brasileiro.
