Vasco chama atenção pela evolução física após pausa para a Copa do Mundo
Elenco tem surpreendido na expressão física com resultados acima da média

Desde o retorno da pausa para a Copa do Mundo, o Vasco tem chamado pela evolução física apresentada nos primeiros jogos. O Lance! apurou que os números de desempenho da equipe mostram um aumento nas ações de alta velocidade e nos sprints, tanto em volume quanto na densidade das métricas, como metros percorridos por minuto.
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O desempenho mais expressivo nesse sentido aconteceu na vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense. A reportagem também apurou com exclusividade que na partida o Vasco registrou 140% acima da média de sprints apresentada pela equipe antes da pausa. O dado reforça a capacidade do time de sustentar ações de alta intensidade durante os jogos.
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O aumento também aparece individualmente. Houve uma evolução significativa na expressão física de diversos jogadores, com destaque para Nuno, Jair, Brenner, Cuesta e Paulo Henrique. Os cinco atletas dobraram suas expressões de velocidade na partida contra o Fluminense, em comparação com os números registrados anteriormente.

A evolução ganha ainda mais relevância quando se considera o processo de preparação realizado durante a intertemporada. Boa parte desse trabalho foi comandada por Bruno Lazaroni, ao lado da comissão técnica permanente do Vasco. O treinador Pedro Emanuel chegou na reta final da preparação ao clube com sua própria comissão e metodologia, mas encontrou uma estrutura de trabalho já organizada.


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O preparador físico Daniel Félix destacou o comprometimento do elenco durante o período de pausa para a Copa do Mundo.
- Já nos primeiros dias de intertemporada, sentimos a diferença. O grupo, que sempre treinou bem, chegou decidido a usar aquele momento como uma virada de chave. As avaliações iniciais já mostraram níveis de força e resistência acima do esperado para três semanas parado, o que mostra o comprometimento em seguir o planejamento durante as férias. O sentimento de ajuda em cada atividade e o cuidado com cada comportamento era evidente e fez com que o período fosse muito proveitoso. Tem muita coisa pela frente, mas o Vasco está ainda mais forte e preparado para os desafios no segundo semestre.
Pedro Emanuel dá atenção especial a parte física
Em entrevistas coletivas desde sua chegada, Pedro Emanuel destacou justamente a quantidade de informações que recebeu e a organização dos processos internos encontrados no clube. O português também reconheceu, desde os primeiros jogos, que o elenco ainda precisava recuperar o ritmo competitivo depois do período sem partidas.
Logo em seu segundo jogo no comando do Vasco, o treinador chamou atenção para os efeitos da pausa na condição dos jogadores. Após a partida, Pedro Emanuel afirmou que a equipe havia perdido intensidade física, mas que era algo esperado por conta do grande intervalo sem jogos e tenha ressaltado que isso não significava que os atletas estivessem mal preparados.

- Quebramos fisicamente cedo demais em relação ao que eu esperava. Mas os que entraram deram nova força à equipe e voltamos a lutar pelo resultado. No final, aceito o empate. Poderíamos ter saído com a vitória (...) Muitos jogadores ainda estão ganhando ritmo de jogo. Não quer dizer que estejam mal fisicamente - disse Pedro Emanuel após o empate na Colômbia.
Com o passar dos jogos, porém, o Vasco passou a apresentar uma resposta física mais consistente. A evolução nos números de alta velocidade e sprints indica que o time conseguiu aumentar não apenas a quantidade de ações intensas, mas também a frequência com que elas acontecem durante as partidas.
Após a classificação sobre o Fluminense na Copa do Brasil, Pedro Emanuel voltou a abordar a questão. Desta vez, o treinador destacou a necessidade de administrar a carga dos jogadores diante da sequência de partidas e do calendário.
- Outra questão muito importante para nós é a condição física. Sabemos que temos vários jogadores com uma sequência grande de jogos, que têm sido muito importantes para nós. Precisamos ponderar para que eles possam estar nas melhores condições. E também para que depois vocês (imprensa) não tenham a possibilidade de criticá-los por não terem uma atuação tão boa. Digo isso brincando, porque os jogadores não são máquinas. O corpo humano sofre desgaste. Por isso, se queremos ter todo o elenco disponível para dar o seu melhor, temos que fazer essa gestão.
A fala ajuda a explicar um dos cuidados adotados pelo Vasco neste período: não se trata apenas de aumentar a intensidade, mas de encontrar o equilíbrio entre desempenho e recuperação.
