Renato critica número de estrangeiros no Grêmio e cita Amuzu: 'Não fala português'
Treinador comenta dificuldades de comunicação após empate no Gre-Nal

O técnico Renato Gaúcho sugeriu que o excesso de jogadores estrangeiros no Grêmio é uma das razões para o mau momento do clube no Brasileirão Série A. Após o empate por 1 a 1 no Gre-Nal desse domingo (11), resultado que manteve o tricolor gaúcho na 18ª colocação, Renato comentou sobre a dificuldade de comunicação com alguns jogadores, citou diretamente o ganês-belga Amuzu e disse que não tem "varinha mágica" para resolver de imediato os problemas do time.
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"É que você não frequenta o vestiário, você chega aqui, você tem dois, três, um cara falando uma língua, chega no outro canto, três, quatro, falando uma língua, chega no outro canto, quatro, cinco, falando uma língua. Até os caras se entenderem, meu amigo…", começou Renato, ao responder à pergunta de um repórter na coletiva de imprensa que se seguiu ao jogo.
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O treinador gremista prosseguiu falando sobre o número de jogadores estrangeiros que podem atuar no País. Atualmente, a CBF permite até nove atletas de outras nacionalidades por jogo, número que irá cair para oito no próximo ano e chegará a cinco em 2030. O Grêmio conta com dez estrangeiros no elenco, além do argentino Walter Kannemann, que adquiriu cidadania brasileira.
"É que eu acho um erro. Não é porque a CBF liberou X estrangeiros, tem que trazer estrangeiro de tudo que é lado, de qualquer jeito. Traz o estrangeiro, o cara já está adaptado ao futebol brasileiro, é simples trabalhar no futebol. Aí você traz o estrangeiro, ele não é nem culpado, ele chega aqui até se adaptar ao futebol brasileiro, até ele conhecer os companheiros dele, se passaram cinco, seis meses. E aí?", indagou Renato.


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O técnico seguiu a linha de pensamento para defender seu trabalho. Desde que assumiu o Grêmio, no início do mês passado, foram três jogos e três empates.
"Aí tem que chegar um treinador aqui com a varinha mágica, pronto, todos os problemas estão resolvidos. Você acha que todos os problemas se resolvem dessa forma? Bom, se você acha… Uma coisa é você ter um grupo, a régua lá em cima, e tá mal. Aí sim se pode cobrar do treinador, aí você pode cobrar, e deve cobrar do treinador. "Por que que um time desses, com uma folha de pagamento dessas, o time não rende? Aí você pode cobrar. Pode cobrar", sustentou.
Na sequência, voltou a falar sobre a questão dos estrangeiros do Grêmio.
"Nós temos o Amuzu, por exemplo, aqui. Para você fazer ele entender as coisas… Ele está aqui há quanto tempo? Um ano e meio, um ano. Ele não fala o português, e aí? Tem que estar sempre o intérprete do lado dele. Você acha que é fácil? Chega num país que você não fala a língua para ver se vai se adaptar assim", criticou.
E finalizou:
"Não é fácil para o treinador, não. Não é fácil. O problema... Não são todos. Todos os problemas, é sempre o treinador. Será que é sempre o treinador mesmo? Será? Vamos dividir essas tarefas."
