Rússia vê atletas perderem motivação após mais de uma década de afastamento
Presidente da federação russa de atletismo alerta para queda de nível técnico e estagnação devido à tempo ausente

Mais de uma década após o início do isolamento do atletismo russo, os atletas do país estão perdendo motivação e ficando para trás em relação aos rivais internacionais, afirmou o presidente da federação nacional, Boris Yaryshevsky.
Tudo em um só lugar.
Receba as principais notícias do Gazeta Esportes no WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O afastamento da Rússia do esporte internacional começou pelo atletismo. Em 2015, a entidade que comanda a modalidade suspendeu a federação russa após revelações sobre um esquema de doping patrocinado pelo Estado.
Leia também
Já a invasão da Ucrânia, em 2022, levou entidades esportivas de todo o mundo a proibir a participação de equipes e atletas russos em competições internacionais.
Embora o Comitê Olímpico Internacional (COI) tenha suspendido provisoriamente, neste mês, a punição ao Comitê Olímpico Russo — abrindo caminho para uma possível reintegração antes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028 —, a World Athletics reafirmou a proibição imposta à Rússia em 2022.


Grave acidente deixa 4 feridos na Cambona em Maceió

Sonho do acesso alvinegro - 28/07/2026

Recorde de público em Alagoas - 28/07/2026

PSDB trabalha internamente com vários cenários para encaixar Marina e Eudócia Caldas
“É claro que a falta de competições e a ausência de oportunidades para participar de eventos desse tipo reduziram a motivação em alguns casos e, em outros, deixaram os atletas estagnados no mesmo nível, sem evolução nos resultados”, disse Yaryshevsky à Reuters durante o Campeonato Nacional de Atletismo, realizado na semana passada.
“De modo geral, houve naturalmente uma queda no nível técnico.”
Sanções continuam
O presidente da World Athletics, Sebastian Coe, afirmou neste mês que as sanções permanecem em vigor para proteger a integridade e a igualdade das competições, já que “não houve nenhum avanço concreto nas negociações de paz”.
Apesar disso, Yaryshevsky demonstrou confiança nas chances de a Rússia disputar as provas de atletismo nos Jogos de Los Angeles.
“Avalio nossas chances com confiança. Acredito que, como federação, estamos fazendo muito para garantir que nossos atletas tenham a oportunidade de competir nos Jogos Olímpicos de Los Angeles”, afirmou.
“Se falarmos da nossa seleção e dos atletas adultos, seis deles ocupam atualmente a primeira colocação do ranking mundial em suas respectivas modalidades. Por isso, estou confiante de que esses atletas teriam alcançado grandes resultados e conquistado medalhas para a Rússia.”
A última vez que a Rússia disputou uma Olimpíada sob sua própria bandeira foi nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Na ocasião, porém, os atletas do atletismo continuaram proibidos de competir pela então Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), após as revelações sobre o esquema de doping.
Ao defender a suspensão provisória da punição que impedia a participação de russos nos Jogos Olímpicos, a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou neste mês:
“Não queremos responsabilizar os atletas pelas ações de seus governos.”
Em resposta, nove países da União Europeia pediram a Bruxelas que interrompa o financiamento de entidades esportivas que readmitiram atletas da Rússia e de Belarus.
