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Membro do COI suspeito de participar de esquema fraudulento tentou fugir

Presidente do Comitê da Irlanda se escondeu em outro quarto do hotel

O presidente do Comitê Olímpico da Irlanda, Patrick Hickey, tentou fugir do hotel Windsor, na Barra da Tijuca, onde estava hospedado, quando soube que a Polícia Civil do Rio estava indo efetuar a sua prisão, no início da manhã desta quarta-feira (17). Para isso, contou com a ajuda da mulher e até se escondeu em outro quarto para tentar fugir da polícia. No momento da prisão, Hickey passou mal e foi hospitalizado no Hospital Samaritano. Após ser liberado, ele será ouvido na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio.

"A esposa dele mentiu, dizendo que ele já havia voltado para a Irlanda. Chegou a esconder o passaporte dele. Ele estava em outro quarto, diferente da esposa, tentando fugir", afirmou o delegado Aloysio Falcão, que participou da prisão do dirigente, suspeito de participar de esquema de venda ilegal de ingressos para a Olimpíada de 2016 com as empresas Pro 10 e THG. A primeira, que era responsável por vender os ingressos na Irlanda, repassou os ingressos para a THG, do empresário Marcus Evans, que os revendia a preços acima de oito mil dólares em pacotes de hospitalidade para os Jogos. O esquema movimentava mais de 10 milhões, segundo o delegado de Defraudações Ricardo Barbosa.

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Trocas de e-mails e mensagens

Segundo o delegado Aloysio Falcão, que iniciou as investigações, há troca de mensagens frequentes entre Patrick Hickey e Marcus Evans, dono da empresa THG e considerado foragido na investigação. Há mensagens trocadas inclusive durante o período dos jogos olímpicos. Três laptops e dois celulares foram apreendidos pela polícia. Com essas informações, uma nova fase do inquérito será aberta. "Acredito que tenhamos bem mais prisões", disse ele.

Nove pessoas foram identificadas lê-pela policia. Além de Marcus Evans, seis são considerados foragidos pela polícia do Rio: David Patrick gilmore, irlandês; Martin Studd, inglês; Marteen Van Os , holandês, diretores da THG. Já pela Pro 10, tiveram mandado de prisão expedido os diretores Ken Murray, Michael Glynn e o técnico de futebol irlandês Eamon Collins. Patrick foi preso por suspeita de facilitar ação de cambistas, marketing de emboscada e formação de quadrilha.

Empresa foi criada para integrar esquema

Segundo o delegado Ricardo Barbosa, titular da delegacia de Defraudações, a empresa foi criada com o objetivo de integrar o esquema fraudulento. "A Pro 10 foi criada para ser uma ponte para os esquema da THG" , afirmou. ainda segundo ele, a Pro 10 desviava os ingressos para a THG, e a THG, praticando um cambismo fantasiado de programa de hospitalidade, revendia esses ingressos por um alto valor.

O mandado de prisão foi expedido pela juíza Mariana Chu, do Juizado de Torcedores e de Grandes Eventos do Tribunal de Justiça do Rio. Outros três mandados, contra os executivos Ken Murray, Michael Glynn e Eamon Collins, também foram expedidos.

De acordo com Barbosa, alguns dos ingressos apreendidos eram do Comitê Olímpico da Irlanda. A THG já foi indicada pelo Comitê Olímpico Irlandês para a a olimpíada de 2012 e para os jogos de Inverno de Sochi, na Rússia, em 2014. A empresa, no entanto, não foi autorizada na ocasião para revender os ingressos. O esquema de repasse da Pro 10 para que a THG vendesse os ingressos em programas de hospitalidade, segundo o delegado, começou a partir de então.

Venda a 8 mil dólares

A empresa THG chegou a vender ingressos para a abertura da Olimpíada por mais de U$ 8 mil, mas nenhum dos que pagou pelo ingresso conseguiu assistir à cerimônia: Kevin James Mallon foi preso na tarde do dia 5 de agosto, em um hotel também na Barra da Tijuca.

A THG foi a empresa responsável pela venda oficial de ingressos para a Olimpíada de 2012, em Londres, mas não estava credenciada para repassar ou vender entradas para os Jogos do Rio. A THG comprou os ingressos por meio da empresa Cartin, que estava credenciada para essas operações.

"Chegamos a um hotel na Barra da Tijuca, no qual essa empresa [THG] entregaria os ingressos aos compradores e os levaria ao Maracanã. Lá, os policiais agiram", explicou o delegado que comandou a operação.

Os 20 compradores que estavam no hotel foram levados à Cidade da Polícia, no Jacaré, Zona Norte do Rio, e Kevin James foi preso em flagrante. Em seguida, a polícia conseguiu um mandado de busca e apreensão, com o qual 781 ingressos oficiais foram recuperados.

"Eram ingressos muito qualificados, para as cerimônias de abertura e encerramento", disse Barbosa. Segundo ele, os compradores das entradas são considerados apenas testemunhas no caso.


				
					Membro do COI suspeito de participar de esquema fraudulento tentou fugir
FOTO: Henrique Coelho/G1

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