O Fantasma se diverte, e o ASA está na Série C
Alvinegro se desprende dos males, conquista o acesso e disputará a Terceirona dez anos depois

São poucos os clubes que causaram tamanha angústia ao seu torcedor como o ASA nos últimos anos. Não por má-fé, não por ganância e conjecturas que levassem o clube à ruína. Mas o Alvinegro conviveu nos últimos anos com uma das piores sensações: o fracasso após tanto tentar. A luta que gerou danos e prejuízos emocionais. Os cinco vice-campeonatos consecutivos no Campeonato Alagoano para o CRB, a derrota para o CSA em casa na Copa Alagoas, o tropeço e a eliminação diante do Maranhão no ano passado. O coração arapiraquense, no futebol, foi amargurado por diversas vezes.
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Mas, como o povo batalhador da capital do Agreste, desistir nunca foi opção. Dizer que os insucessos não doeram seria mentir. O filme Rocky Balboa eternizou que “a vida não se trata do quão forte pode bater, mas do quão forte é capaz de apanhar e seguir em frente, porque é assim que se vence”.
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Depois de tantos perrengues, a desconfiança, o medo, o tal do “e se?” permaneceu na mente de cada torcedor do ASA. Itamar Schülle chegou para comandar o time durante o Campeonato Brasileiro da Série D com equilíbrio, frieza e a experiência que o clube tanto precisava. Fácil não foi – e quem em sã consciência imaginava tranquilidade? – e a incerteza pairou. Mas os medos foram exorcizados, os traumas foram abandonados.
Como aconteceu há 17 anos, Arapiraca festeja o acesso. Alvinegro, queira tudo outra vez. É seu direito. A vida imita a arte. E, como nos cinemas, o Fantasma também se diverte. O ASA sai do inferno e está na Série C. Gigante.


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