Matheus Guimarães explica por que o ciclo de Eduardo Barroca chegou ao fim no CRB
Comentarista do Timaço avalia que o desgaste do trabalho foi provocado pela falta de evolução defensiva da equipe

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04/07/2026 às 19:27 • Atualizada em 04/07/2026 às 19:44 - há XX semanas
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A derrota por 5 a 0 para o Londrina neste sábado (4) marcou o fim da passagem de Eduardo Barroca pelo CRB. Para Matheus Guimarães, a decisão da diretoria foi consequência de um desgaste que vinha se acumulando ao longo da temporada e não apenas do resultado elástico sofrido fora de casa.
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Em análise publicada na Gazetaweb, o comentarista do Timaço da Gazeta e repórter da TV Gazeta de Alagoas ressaltou que Barroca deixa o clube com méritos importantes, mas entende que o ciclo chegou ao fim no momento em que a equipe deixou de evoluir no principal problema apresentado durante a temporada.
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Segundo Matheus, é preciso separar a avaliação do trabalho do treinador do momento vivido pelo clube.
Na visão do comentarista, Barroca está longe de ser um treinador limitado. Ao assumir o CRB na temporada passada, encontrou uma equipe desorganizada, conseguiu reestruturá-la e colocou o time novamente na disputa pelas primeiras posições da Série B.


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Mesmo enfrentando um período de seis jogos sem vitória, o treinador conseguiu reorganizar a equipe e manter o CRB competitivo ao longo da competição.
Além disso, Matheus lembra que Barroca entra para a história do clube ao conquistar o pentacampeonato alagoano, feito que considera incontestável.
Entretanto, o comentarista destaca que, à medida que o nível das competições aumentou, também começaram a aparecer dificuldades que jamais foram plenamente solucionadas.
Segundo ele, confrontos mais exigentes, como os disputados pela Copa do Nordeste, já davam sinais das fragilidades defensivas da equipe.
Na Série B, o cenário voltou a se repetir. Apesar de alguns momentos de recuperação, o CRB alternou boas atuações com novas sequências sem vitórias, mantendo problemas recorrentes no sistema defensivo.
Para Matheus Guimarães, esse foi o principal fator que levou ao desgaste do trabalho.
O comentarista observa que a defesa regatiana passou a figurar entre as mais vazadas da competição, desempenho incompatível com os objetivos traçados pelo clube para a temporada.
Na avaliação dele, a goleada sofrida diante do Londrina apenas tornou insustentável uma situação que já vinha sendo construída rodada após rodada.
“O peso da derrota acelerou uma decisão que já era muito difícil de ser evitada” é a síntese da análise apresentada por Matheus.
Para o comentarista, o CRB acabou entrando em um ciclo repetitivo: a equipe até conseguia conquistar alguns resultados positivos, mas voltava a apresentar as mesmas falhas defensivas, sem demonstrar evolução no setor mais problemático do time.
Diante desse cenário, Matheus entende que a troca de comando técnico representa uma tentativa da diretoria de corrigir justamente o aspecto que mais comprometeu a campanha regatiana na Série B.
Na avaliação do comentarista, Eduardo Barroca encerra sua passagem deixando um título histórico e um trabalho relevante de reconstrução, mas também a marca de um sistema defensivo que nunca conseguiu alcançar a consistência necessária para sustentar o CRB na parte de cima da tabela.