Marlon Araújo explica como mudança tática virou o jogo para o ASA na Série D
Superioridade numérica não bastou no primeiro tempo, mas ajustes ofensivos transformaram a atuação alvinegra
O ASA voltou do Mato Grosso do Sul com uma vitória importante sobre o Ivinhema por 2 a 1, pelo jogo de ida da terceira fase da Série D, mas, para Marlon Araújo, o resultado esconde uma lição importante. Mesmo atuando com um jogador a mais desde os 10 minutos do primeiro tempo, o Alvinegro só conseguiu transformar a vantagem em domínio após uma mudança de postura e de estratégia na etapa final.
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Na análise do comentarista, a expulsão precoce de um atleta do Ivinhema deveria facilitar a vida do ASA, mas isso não aconteceu. A equipe alagoana encontrou dificuldades para controlar a partida, não conseguiu impor seu ritmo e ainda saiu atrás no placar antes do intervalo.
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Marlon acredita que fatores como a longa viagem até o Mato Grosso do Sul e o peso de um confronto eliminatório contribuíram para um início de jogo abaixo do esperado. Ainda assim, ele entende que o time demorou para aproveitar a superioridade numérica.
A reação veio apenas no segundo tempo, quando o técnico interino Alan Dotti, que comandou a equipe na ausência de Itamar Schülle, afastado após ser diagnosticado com trombose, mudou a configuração ofensiva do time.


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A principal alteração foi a entrada de Michel Douglas para atuar ao lado de Alex Bruno. Com dois centroavantes em campo, o ASA passou a ocupar melhor a área adversária, ganhou presença ofensiva e criou mais dificuldades para a defesa do Ivinhema.
Para Marlon, a mudança permitiu que Alex Bruno deixasse de atuar preso entre os zagueiros e participasse mais da construção das jogadas, enquanto Michel Douglas aumentava o peso ofensivo dentro da área. O resultado foi imediato: o atacante marcou o gol de empate e participou do cenário que levou à virada.
O comentarista também destacou a construção do segundo gol como exemplo do comportamento que o ASA precisa manter. Segundo ele, a jogada começou com um desarme de Paulinho, que, em vez de recuar a bola, acelerou a transição ofensiva com um passe vertical.
Na visão de Marlon, esse tipo de decisão faz diferença porque pega a defesa adversária desorganizada. A partir desse primeiro passe, o ASA atacou os espaços, ocupou a área com vários jogadores e encontrou Wesley livre para marcar o gol da vitória.
O lance também evidenciou outra característica elogiada pelo comentarista: a movimentação sem bola. Enquanto Wesley infiltrava em velocidade, Michel Douglas atraía a marcação dentro da área e Paulinho acompanhava a jogada, criando superioridade ofensiva até a conclusão da jogada.
Além dos atacantes, Marlon fez questão de destacar a atuação do volante Ferreira. Contratado recentemente, o meio-campista foi apontado como o principal nome da partida por reunir capacidade de marcação, intensidade e qualidade na distribuição de passes.

Com a vitória fora de casa, o ASA chega em vantagem para o confronto de volta em Arapiraca. O resultado permite ao time jogar pelo empate diante da torcida para garantir a classificação à próxima fase da Série D.
Apesar da vantagem, Marlon faz um alerta: o cenário não pode mudar a postura da equipe. Na avaliação dele, o ASA conquistou o direito de atuar pelo empate, mas não deve entrar em campo para apenas administrar o resultado.
O comentarista entende que a superioridade técnica demonstrada principalmente no segundo tempo precisa ser mantida no jogo da volta. Se repetir a intensidade, a ocupação ofensiva e a dinâmica apresentada após o intervalo, o Alvinegro terá grandes chances de confirmar a vaga diante do seu torcedor.
