Luta por poder, golpe e estatuto rasgado: Gustavo Ferreira detalha crise política no CSA
Conselheiro explica pedido de intervenção judicial e alega possível risco de falência do clube por insegurança jurídica

16/12/2025 às 19:11 • Atualizada em 16/12/2025 às 21:09 - há XX semanas
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Membro do Conselho Deliberativo e ex-gerente de obras do CSA, Gustavo Ferreira concedeu entrevista ao programa Bola Quente, do Timaço da Gazeta, na noite desta terça-feira (16). Ao ser questionado sobre a situação do clube, ele afirmou que todos os ritos adotados desde a destituição da ex-presidente Mirian Monte, ocorrida em 2 de setembro, foram ilegais.
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"Desde o fatídico dia que houve a destituição da diretoria, o CSA vem de uma situação ruim para pior. Tudo de forma ilegal, sem qualquer lastro estatutário. De lá para cá, não houve aporte financeiro para o clube, o mínimo de esperança para torcida. Houve de imediato a destituição, uma briga pelo poder do CSA, não uma causa justa. Quando se há uma luta por poder em detrimento de todas as nuances, é muito negativo", explicou.
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Gustavo voltou a citar que o ambiente político do CSA é imperado pela falta de democracia, com diversas ilegalidades. Para o conselheiro, a prorrogação do mandato do Conselho Deliberativo, encerrado no dia 6 de dezembro, por dois anos é ilegal.
"Desde o dia 2 (de setembro), o estatuto está picado. Havia um presidente que é ilegal, cujas atitudes foram na falta da democracia. O CSA está mergulhado em um mar de ilegalidades. Prorrogar o mandato corrobora com tudo o que vem acontecendo. Deve-se haver eleição para o Conselho Deliberativo do CSA. Prorrogou-se o mandato legislando em causa própria. Eu sou conselheiro, mas discordo disso", afirmou.


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Gustavo afirmou que a torcida do CSA precisa mobilizar e o movimento iniciado há algumas semanas é importante para que o clube volte a mostrar força e competitividade, a ponto de contornar a crise.
"A torcida do CSA precisa acabar. Time cada vez mais na lama, patrocinadores sem investir e juridicamente uma insegurança tremenda. Antes de conselheiro, sou torcedor do CSA. Sou sócio há quase 15 anos e não poderia ficar omisso dessa situação. Tentei conversar, mas em nenhum momento fui ouvido. Por isso, precisei judicializar. Ainda há uma lacuna do conselho que precisa ser preenchida. Isso aqui é democracia. CSA não tem dono, CSA tem torcida", concluiu.