Arnon de Mello relembra vice da Conmebol: 'Ganhamos pela união do grupo'
Jogadores do CSA voltaram a se encontrar em um amistoso festivo em comemoração aos 50 anos do Estádio Rei Pelé
Vinte e um anos depois de terem conquistado o título de vice-campeão da Copa Conmebol de 1999, jogadores do time do CSA daquele ano especial voltaram a se encontrar em um amistoso festivo, em comemoração aos 50 anos do Estádio Rei Pelé, no último domingo (25).
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Jogadores como Veloso, Mimi, Bruno Alves, Roberto Alves, Leo, Mazinho, Márcio Pereira, Jivago, Souza, Williams Bidé e o então técnico Otávio Quadros, dentre outros, estiveram presentes na partida, enfrentando um time de veteranos do maior rival, o CRB, que vestiram a camisa do Galo em 1995.
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O volante Ramon e o meia-esquerda Fábio Magrão não puderam comparecer ao jogo festivo, assim como o atacante Missinho, já falecido, o meia-direita Luiz Carlos e os goleiros Filho e Wanderley.

O então presidente daquele Azulão que fez história com a conquista do vice-campeonato da Conmebol, Arnon de Mello, falou com a


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e disse ter ficado muito contente em poder voltar a Maceió para assistir ao jogo e reencontrar os atletas, os quais comandou como mandatário do Azulão naquele ano.
"Muito feliz. O time estava quase todo completo, só alguns jogadores daquele ano que não puderam vir. Foi muito bonito ver todo mundo junto, unido. O CSA foi vice-campeão, chegou lá nem tanto pela qualidade técnica do time, mas pela amizade e a união de todos. 'União e força', que é o lema do CSA", destacou Arnon.
Ele citou, ainda, o fato de que, apesar de o CSA ter sido vice-campeão, trata-se de um título que ninguém consegue esquecer. "A gente nem foi campeão, mas o vice-campeonato é uma conquista que, até hoje, ninguém esquece", observou.

O clássico entre os veteranos terminou empatado por 1 a 1, com um gol de Souza, que abriu o placar para o Azulão, e de Valdeir, empatando para o CRB. Detalhe: os dois gols foram de pênalti.
"Foi muito bom ver todos eles jogando. O Mimi fez um gol e o árbitro anulou, não sei por que. Mas ver o Mimi fazer um gol com aquela barriga dele foi ótimo! (risos)", disse Arnon de Mello.
E, por falar em barriga, ele chamou a atenção para o fato de que alguns jogadores mudaram bastante. "Uns engordaram, outros não, continuam em forma. Mas a amizade é a mesma, não mudou. Todos juntos, se abraçando. Eu me senti muito bem. Naquela época, havia uma intimidade e um carinho muito grande entre todos", lembrou.
Documentário

Arnon de Mello revelou que contratou uma equipe para fazer um documentário sobre a conquista do vice-campeonato, onde o CSA acabou fazendo história. "Com este documentário, nós queremos eternizar esse momento da conquista", informou.
Treinador azulino à época do título de vice-campeão, Otávio Quadros jogou meio tempo, no amistoso em homenagem ao cinquentenário do Estádio Rei Pelé. Já o preparador físico à época, Ivo Secchi, foi o treinador nesse amistoso.
Em entrevista àGazetaweb, Otávio falou da emoção por ter reencontrado os jogadores daquela conquista inesquecível para todos os azulinos: "Não só a emoção, mas o prazer por ter reencontrado essa rapaziada, depois de 21 anos. Eu sempre encontrava o Pereira (Márcio), conversava que só e ficava incomodado por nunca ter feito uma homenagem para esses meninos, depois de tanto tempo".

Ele explicou como foi possível a realização deste grande reencontro. "Graças a Deus, na homenagem aos 50 anos do Rei Pelé, eu conversei com o Charles (Hebert, titular da pasta da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude/Selaj), e a secretaria conseguiu as passagens, através de amigos como o Fabão, o Borçato (presidente) do Sindicato dos Atletas, o Tony, o Roberto Mendes (ex-dirigente do CSA), o "seu" Euclydes (Mello, ex-presidente azulino), o Arnon (de Mello), e a gente conseguiu fazer esse encontro. Foi muito emocionante!", declarou.
Otávio revelou que muitos chegaram a chorar de emoção por rever aquele grupo vitorioso. "Foi uma emoção muito grande e eu espero que a gente consiga com os patrocinadores, todo ano, ou de dois em dois anos, fazer este encontro, que foi maravilhoso, todos que estiveram presentes viram. Hoje (segunda-feira), o pessoal ficou me ligando, parabenizando... Ali não é só um time de futebol. É uma família", encerrou.
Medalha e choro

E quem chorou mesmo no domingo (25) foi um velho e conhecido torcedor azulino: José Amâncio, ou simplesmente Timba, como é conhecido. Timba ganhou de Arnon de Mello a medalha que ele havia recebido em homenagem aos 50 anos do Rei Pelé. Foi o suficiente para o torcedor símbolo azulino ir às lágrimas.
"O Timba é e sempre foi uma figura muito presente no CSA. Na minha época como presidente, ele participou de todo o processo. É uma pessoa especial", disse Arnon, ao explicar o porquê de ter presenteado o torcedor fanático do CSA com a medalha.
"A emoção foi demais, como sempre! Chorei demais!", disse Timba, lembrando: "O jogo da final da Conmebol em Maceió foi 4 a 2 para o CSA e, lá na Argentina, o Azulão perdeu por 3 a 0. Por causa de um gol, o CSA não foi campeão. Então, tudo isso é muito emocionante!".
Já sobre o resultado de 1 a 1 no duelo dos veteranos, no domingo, ele disse que foi um resultado justo. "Foi bom, para ninguém sair com raiva. São todos meus amigos, tanto de CSA como de CRB. A rivalidade é só em campo", encerrou.

As duas equipes dos veteranos formaram, no domingo (25), com:
CRB - Índio; Soares, Betão, Silvio Alagoano e Gerson; Jean, Lau, China e Joécio; Capitão e Jerônimo.
CSA- Veloso; Mazinho, Márcio Pereira, Givago e Bidé; Léo, Otávio, Roberto Alves e Bruno Alves; Souza e Mimi.
