TRE-AL inicia nesta quarta preparação das urnas após análise de candidaturas
Procedimento reúne dados de candidatos, eleitorado e seções e pode ser acompanhado por partidos, MP e OAB

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) inicia, nesta quarta-feira (16), uma nova etapa na preparação das Eleições 2026: a geração das mídias que serão utilizadas nas urnas eletrônicas. O procedimento começa às 9h, no 13º andar da sede do Tribunal, em Maceió, e ocorre justamente após o encerramento da fase de análise dos registros de candidatura e do prazo para substituição de candidatos.
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A etapa é importante porque é a partir dela que os dados que serão utilizados nas urnas começam a ser consolidados para a votação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. De acordo com as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mídias são dispositivos utilizados para carregar os dados nas urnas, ativar os aplicativos de votação e registrar os resultados das seções eleitorais.
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A geração das mídias utiliza informações de partidos, federações e coligações, eleitorado, seções eleitorais e candidatos aptos a disputar o pleito. No caso dos candidatos, são considerados os números, nomes de urna e fotografias que aparecerão para o eleitor no momento da votação. A regulamentação também prevê o tratamento dos dados de candidaturas consideradas inaptas.
Por isso, o início dessa etapa ocorre em um momento especialmente significativo do calendário eleitoral de Alagoas. Depois da análise dos pedidos de registro e das últimas substituições permitidas pela legislação, a Justiça Eleitoral passa a preparar tecnicamente os equipamentos que serão utilizados pelos eleitores.


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A própria resolução do TSE determina que, antes da geração das mídias, seja emitido o chamado “Ambiente de Votação”, relatório destinado à conferência dos dados que serão utilizados na preparação das urnas e na totalização dos resultados.
A partir do início da geração, a regra é que os dados utilizados na preparação das urnas não sejam alterados, salvo em situações específicas e mediante determinação da Presidência do Tribunal ou de autoridade designada, após avaliação da área de tecnologia da informação.
Cerimônia é pública e pode ser fiscalizada
Os trabalhos em Alagoas serão presididos e acompanhados pela desembargadora eleitoral Adriana Carla Feitosa Martins, conforme regulamentação estabelecida pelo TRE-AL.
O procedimento não é feito de forma fechada. Representantes dos partidos políticos, federações e coligações, além do Ministério Público, da OAB e de outras entidades fiscalizadoras, podem acompanhar a cerimônia. A legislação eleitoral estabelece justamente a participação dessas instituições como mecanismo de fiscalização e transparência da preparação das urnas.
Ao final, é produzida uma ata circunstanciada com informações como os sistemas utilizados, versões, horário de início e término, pessoas presentes, quantidade de mídias geradas e identificação dos envelopes de segurança utilizados no procedimento.
É diferente de colocar a urna pronta para votar
A geração das mídias é apenas uma das etapas. Depois dela vem a preparação das urnas eletrônicas, quando os equipamentos são carregados, testados e lacrados para serem encaminhados às respectivas zonas eleitorais e locais de votação.
Durante essa preparação, as urnas também passam por procedimentos de verificação e demonstração de votação. Os equipamentos destinados à votação e as urnas de contingência são preparados, testados e lacrados, enquanto as mídias e demais materiais são acondicionados em envelopes de segurança.
O calendário prevê ainda mecanismos de auditoria e verificação da integridade dos sistemas eleitorais, que podem ser acompanhados pelas entidades fiscalizadoras. O TSE também determina a publicação de informações relacionadas às urnas e aos sistemas utilizados na geração das mídias.
