Pai do menino Henry, Leniel Borel é eleito deputado federal pelo Rio
O candidato recebeu cerca de 72 mil votos. Os deputados eleitos tomam posse no dia 1º de fevereiro de 2027

Leniel Borel, de 42 anos, do Progressistas, (foto em destaque) foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nesse domingo (4/10), com 72.658 votos. Pai do menino Henry Borel, de 4 anos, assassinado em 2021, ele conquistou uma das cadeiras do estado na Câmara dos Deputados.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O candidato recebeu 0,82% dos votos válidos no estado e terminou a disputa como o 35º candidato mais votado para deputado federal no Rio de Janeiro.
Leia também
Este será o primeiro mandato de Leniel na Casa Legistava. Os parlamentares eleitos em 2026 tomam posse em 1º de fevereiro de 2027 e terão mandato de quatro anos.
Antes de ser eleito deputado, Leniel, que também é engenheiro, exercia o cargo de vereador no Rio.


Eleições 2026: tropas federais embarcam para cidades do estado

Carro invade praça após motorista perder o controle na Jatiúca

JHC chama eleição de “festa da democracia” e pede participação dos eleitores

JHC lamenta morte de morador de Arapiraca e transforma caso em bandeira pela saúde
Relembre
Henry Borel foi assassinado em 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca (RJ). O menino sofreu múltiplas lesões decorrentes de agressões que provocaram sua morte.
Na ocasião, a mãe, Monique Medeiros, e o então namorado dela, o ex-vereador Dr. Jairinho, levaram Henry ao Hospital Barra D’Or. Eles alegaram que o menino havia caído da cama e não estava respirando.
A versão foi descartada pelas investigações. O laudo pericial apontou que Henry morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente. A reconstituição do caso identificou 23 lesões compatíveis com agressões e concluiu que não houve acidente doméstico.
Durante o julgamento, o júri declarou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, prática de tortura e coação no curso do processo.
Já a acusação contra Monique Medeiros por homicídio doloso foi desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela também foi condenada por omissão em relação às torturas sofridas pelo filho.
A decisão foi divulgada no dia 4 de junho. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão. Monique recebeu perdão judicial pelo crime de homicídio. Pela omissão, foi condenada a 1 ano e 4 meses de prisão, mas, como já havia cumprido o período em prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.
Acompanhe a matéria em Metrópoles.com
