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MDB questiona uso do nome da PF por André Costa e pede esclarecimento antes da eleição

Diretor-presidente do DMTT está licenciado da PF e anunciou rondas com agentes municipais para combater compra de votos


				MDB questiona uso do nome da PF por André Costa e pede esclarecimento antes da eleição
Reprodução

O MDB pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) que notifique o diretor-presidente do DMTT, André Santos de Alcântara Costa, para que deixe de se apresentar como autoridade da Polícia Federal em comunicações relacionadas à eleição.

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O partido também solicitou que a PF esclareça publicamente, antes da votação deste domingo (4), que a operação anunciada pelo dirigente não é comandada pela instituição.

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O pedido foi apresentado em ofício assinado pelo presidente estadual do MDB, senador Renan Calheiros, nessa sexta-feira (2). Segundo o documento, André Costa é delegado da Polícia Federal, mas está licenciado da corporação e ocupa atualmente um cargo comissionado na Prefeitura de Maceió.

A manifestação ocorreu após a divulgação de um vídeo gravado no Centro de Operações Integradas do município. Publicada sob a chamada “PF reforça combate à compra de votos em Alagoas”, a gravação apresenta André como “delegado da Polícia Federal”.

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No vídeo, o dirigente anuncia que participaria pessoalmente, ao lado de equipes do DMTT e da Guarda Municipal, de rondas pela capital, durante as noites e madrugadas anteriores à eleição.

“Todas essas madrugadas estaremos, eu pessoalmente, junto com a nossa equipe do DMTT, também da Guarda Municipal, rodando toda a cidade com várias equipes, à noite, na madrugada, para proibir essa prática ilegal, que é a compra de votos”, declarou.

O MDB sustenta que André não fala em nome da Polícia Federal e não recebeu da instituição nem do TRE-AL atribuição para conduzir operações de natureza eleitoral. O partido pede a retirada do vídeo e solicita que a PF assuma, juntamente com a Polícia Militar e sob a coordenação da Justiça Eleitoral, o policiamento do pleito em Maceió.

No ofício, o partido afirma que a conduta pode, em tese, ser apurada sob a perspectiva de possível usurpação de função pública e de infrações eleitorais. Essa classificação corresponde à tese apresentada pelo MDB e ainda depende da avaliação das autoridades competentes. Não há, no documento analisado, decisão do TRE-AL nem manifestação da Polícia Federal sobre os pedidos.

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