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Luchsinger diz que Lulinha sentou "inúmeras vezes" com ministros

Empresária aponta que filho do presidente Lula (PT) se reuniu com integrantes do alto escalão do governo federal para discutir políticas públicas

A empresária e lobista Roberta Luchsinger disse, em entrevista exclusiva à CNN Brasil neste sábado (17), que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sentou-se "inúmeras vezes" com ministros que integram o governo do pai dele, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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"É público, é notório que o Lulinha, inúmeras vezes, esteve com ministros. Inclusive, viajou para a casa do ministro Camilo [Santana] no Ceará", afirmou Roberta.

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De acordo com ela, Lula mente ao declarar que seu filho nunca esteve com representantes do alto escalão do governo federal.

"O Lula é um grande mentiroso quando fala: ‘Ela é uma pilantra, mas meu filho, não. Meu filho jamais sentou com algum ministro. O filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinha, seja para trocar outro tipo de diálogo. Eu sentava com ministros para discutir pautas relativas a políticas públicas", relatou a empresária.

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Questionada, Roberta admitiu ter participado da discussão de políticas públicas com Lulinha e ministros do governo Lula, especialmente sobre a venda de medicamentos à base de canabidiol — solução obtida por meio da extração dos canabinoides, substâncias presentes na Cannabis sativa.

"Com certeza ele já participou. Ele ficava junto comigo o tempo inteiro, é de ‘sabença’ geral, com certeza em algum momento ele já ouviu alguma discussão, ouviu alguma troca de ideia, principalmente do tema que eu mais batalhei, que foi a questão do canabidiol no Brasil. Então, provavelmente, com certeza ele já participou, ouviu e esteve ali presente", detalhou a empresária.

Roberta e Lulinha são alvos de inquérito da PF (Polícia Federal) no âmbito das investigações que apuram um esquema de fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). As suspeitas são que ambos tenham praticado tráfico de influência no governo federal.

A CNN Brasil entrou em contato com o Palácio do Planalto, para que o governo se manifestem sobre as falas de Roberta Luchsinger. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado assim que houver retorno.

Procurado pela CNN, a assessoria do ex-ministro da Educação Camilo Santana disse: "O senador Camilo Santana nunca esteve com o senhor Fabio Luís para tratar de qualquer assunto de governo ou de qualquer tipo de negócio. Absolutamente nada. E não tem relação alguma com a entrevistada".

Lula chamou Roberta de "pilantra" e 'Vorcaro feminino"

Em entrevista à TV Globo, em 27 de agosto, e ao Flow Podcast no início deste mês, o presidente Lula se referiu a Roberta como “pilantra” e a comparou com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

“Pelo o que eu sei, ela é uma pilantra muito grande. Ela muito se assemelha ao Vorcaro, porque o Vorcaro conseguiu enganar um monte de gente e ela também parece que enganou um monte de gente. Deve ser o Vorcaro feminino, porque ela conseguiu passar por muita gente, conversar com muita gente”, destacou Lula na ocasião.

Na entrevista deste sábado, Roberta rebateu Lula e observou que o mandatário age com “mau-caratismo” e “canalhice” ao chamá-la de “pilantra” em rede nacional.

"O meu celular marca todo lugar que estive. Lula é mentiroso, está usando do mau-caratismo e da canalhice contra uma mulher com duas filhas. Ele não pode, não tem o direito de falar que defende as mulheres. Eu não tive, hora nenhuma, apoio de nenhuma mulher ligada a ele. Pelo contrário, eu tive o coro de mulheres ligadas a ele me chamando de pilantra", contou a empresária.

Em nota, a equipe de comunicação do presidente Lula afirma que ele "desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger". "Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimendo de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta", continua.

"Causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição. O Brasil já assistiu, em outros processos eleitorais, à divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores."

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