Jamais imaginei disputar com mentiroso miliciano, diz Lula ao chegar em SP
Presidente está na Avenida Paulista para o último dia de campanha eleitoral

Ao chegar à Avenida Paulista para seu último ato de campanha, o presidente Lula (PT) afirmou que "jamais imaginou disputar a eleição com um mentiroso, miliciano e desqualificado", mas disse estar "convencido" de que vai vencer a disputa.
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"Jamais imaginei disputar a eleição com um mentiroso, um miliciano e desqualificado como o rapaz que está disputando a presidência da República. Ele não sabe medir a diferença entre uma mentira e uma verdade, ele mente com a maior desfaçatez, não tem nenhuma responsabilidade", afirmou o presidente a jornalistas.
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O presidente afirmou que o adversário "não tem nenhum compromisso com nenhuma verdade" e fez referência ao caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta com um tiro de fuzil em 2021, enquanto brincava na porta de casa na comunidade do Monan Pequeno (RJ).
Flávio é advogado e defendeu o policial Bruno Dias Delaroli, acusado de efetuar os disparos que atingiram a criança. "Uma pessoa dessa não tem condições políticas, morais e éticas para chegar à presidência da República", disse o petista.


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Não é possível imaginar que um cidadão desse, num país de 215 milhões de habitantes, queira ser presidente da República. Por isso eu estou convencido que nós vamos ganhar as eleições.
O candidato à reeleição também afirmou que sua campanha trabalhou muito para convencer as pessoas que não foram votar, que anularam o voto ou os eleitores indecisos. Após a coletiva de imprensa, Lula desfilou em um carro aberto na Avenida Paulista ao som de jingles de campanha, junto do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da primeira-dama Janja e dos ex-ministros Fernando Haddad e Simone Tebet.
Antes da chegada de Lula, as ex-ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) falaram à multidão na Paulista. Sem pedir votos, elogiaram a militância e saudaram a democracia à espera de Lula. "Daqui a pouco ele está conosco nessa passeata em rumo ao Planalto", disse Marina. Os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio), Dario Durigan (Fazenda) e Márcio França (Empreendedorismo) também estão presentes no ato.
Mais cedo, o presidente participou de um ato em Copacabana, no Rio, onde também atacou Flávio. "Não pode levar um miliciano para dentro do Palácio do Planalto. Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade brasileira do risco que a democracia e que as pessoas de bem desse país correm. Amanhã eu serei eleito presidente da República outra vez", disse.
Lula disse também que, na votação de amanhã, os eleitores terão que escolher entre "alguém que beija a bandeira do Brasil e alguém que beija a dos Estados Unidos", em referência à relação de Flávio e do bolsonarismo com o governo de Donald Trump. Em um carro aberto, o presidente e a primeira-dama se despediram da multidão com um apelo ao voto feminino.
