Imprensa internacional destaca fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA
Segundo o The New York Times, a ajuda dos EUA à fuga de Flávio pode "agravar as tensões" entre o governo Trump e Lula

A imprensa internacional repercutiu a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) e família para Miami, nos Estados Unidos, onde o Departamento de Estado garantiu emissão de vistos aos brasileiros. Flávio, a esposa e duas filhas desembarcaram nesta quarta (28/10) no Miami-Opa Locka Executive Airport.
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O ex-presidenciável não podia deixar o Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga Flávio e Willer Tomaz por lavagem de dinheiro.
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Ajuda de Trump a Flávio pode “agravar tensões”
Nos EUA, o The New York Times noticiou a fuga e o desembarque do senador em Miami, aprofundando o contexto geopolítico entre Brasil e EUA. Segundo o jornal americano, a ajuda dos EUA a Flávio pode “agravar as tensões” entre o governo Trump e o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.


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Isso porque Lula acusa Trump de interferir em assuntos internos do país — ao usar a prisão de Jair Bolsonaro como motivo para taxar o Brasil. Com a ida de Flávio, investigado por “lavagem de mais de US$ 1 bilhão por meio de jogos de azar online”, a relação continua estremecida, pontua o jornal.
O jornal norte-americano The Washington Post informou que Flávio fugiu “após desobedecer uma ordem judicial” e não entregar os passaportes no contexto de uma investigação por corrupção.
Já o site Fox News noticiou que a fuga do senador causará “grande desentendimento diplomático” entre Lula e o presidente argentino Javier Milei. O jornal aponta chance de Milei ter ajudado Flávio a deixar o Brasil.
Governo Milei “colaborou” com a fuga
Na Inglaterra, a reportagem do The Guardian destacou o roteiro da fuga: sumiço de mais de 24h entre segunda às 18h, a entrada na Argentina, o embarque em Puerto Iguazú em direção a Guayaquil para evitar espaço aéreo brasileiro e o desembarque em Miami.
O site inglês ainda cita que o avião que o senador viajou pertenceria a um empresário investigado por propina na gestão Milei e que a fuga foi organizada pelo irmão, Eduardo Bolsonaro.
Na Espanha, o El País informou que Flávio usou passaporte italiano e a família passaporte brasileiro para viajar.
Além disso, o El País pontuou que a rota aérea da Argentina para Equador não foi por acaso, uma vez que Milei não reconheceu a vitória de Lula e ajudou o senador a deixar o Brasil. Em outro continente, na América do Sul, o jornal argentino La Nación revelou que o governo Milei atuou nos bastidores da fuga de Flávio.
Segundo a apuração do portal, o estrategista de Milei, Santiago Caputo, estava em Misiones na noite do embarque, o que aumenta a “suspeita de colaboração do governo argentino”.
