“Governo Lula incentivou as bets e agora tenta fugir da responsabilidade”, diz Alfredo Gaspar
Candidato a vice-presidente afirma ter votado contra a regulamentação das apostas e a favor de restrições para beneficiários do CadÚnico e do BPC

O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar (PL-AL), acusou o governo Lula de tentar se afastar da responsabilidade pelos impactos sociais provocados pelas apostas esportivas. Segundo ele, o próprio Executivo atuou para aprovar a regulamentação das bets no Congresso.
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“O governo Lula é o governo da mentira e da hipocrisia. Agora lança campanha contra as bets, mas foi o próprio governo que enviou ao Congresso, com urgência constitucional, o projeto de regulamentação das apostas e mobilizou sua base pela aprovação”, afirmou.
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O projeto que regulamentou as apostas de quota fixa foi encaminhado pelo governo federal ao Congresso em 2023. De acordo com a campanha de Alfredo, o então deputado federal votou contra o texto.
Gaspar também afirma ter apoiado uma emenda apresentada pelo deputado Áureo Ribeiro para impedir apostas por pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros grupos considerados vulneráveis. A proposta foi rejeitada.


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“Quando tivemos a oportunidade de proteger quem está no CadÚnico e recebe BPC, votei a favor da proteção. O PT orientou contra. O governo Lula tem responsabilidade direta pela regulamentação das bets e não pode agora tentar apagar o próprio papel nesse processo”, declarou.
A crítica ocorre após o governo federal ampliar o discurso sobre o endividamento e os problemas de saúde mental relacionados às apostas. Para Alfredo, o enfrentamento dos impactos das bets exige fiscalização mais rigorosa, proteção aos grupos vulneráveis e medidas contra a utilização do setor para práticas criminosas.
“As bets são um mal e seus efeitos atingem principalmente quem tem menos condições de perder dinheiro. Minha posição não nasceu agora. Meu voto está registrado. Flávio também votou contra no Senado”, disse.
Alfredo afirmou ainda que as posições adotadas durante a votação no Congresso devem ser comparadas com os discursos apresentados durante a campanha eleitoral. “Quem votou contra está registrado. Quem orientou pela aprovação também. Não há campanha eleitoral capaz de mudar a verdade”, concluiu.
