Fleming propõe reduzir analfabetismo em Alagoas para 3% até 2030
Candidato ao Senado apresenta programa com busca ativa, turmas presenciais, integração com a EJA e formação de educadores

O candidato ao Senado por Alagoas Alexandre Fleming (UP) apresentou, neste domingo (6), as primeiras propostas de um programa destinado a combater o analfabetismo no estado. A meta anunciada é reduzir o índice para, no máximo, 3% até 2030.
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Segundo dados da PNAD Contínua Educação 2025, do IBGE, 13,1% da população alagoana com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever. Alagoas aparece ao lado do Piauí com a maior taxa do país, acima da média nacional de 4,9%.
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“O analfabetismo não é culpa individual nem fatalidade. É consequência da desigualdade, do abandono e da ausência de políticas públicas permanentes. Alfabetizar é garantir dignidade, autonomia e participação social”, afirmou Fleming.
A proposta prevê o levantamento da população não alfabetizada, a realização de busca ativa nos 102 municípios e a oferta de turmas presenciais próximas às comunidades, com horários compatíveis com a rotina dos estudantes.


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O programa também pretende integrar educação, saúde, assistência social, transporte, alimentação e políticas de permanência. Após a alfabetização, os estudantes deverão ter matrícula garantida na Educação de Jovens e Adultos (EJA), acompanhamento pedagógico, inclusão digital e acesso opcional à formação profissional.
Segundo Fleming, universidades e institutos públicos, como Ufal, Ifal, Uneal e Uncisal, poderão formar uma rede de apoio para capacitar educadores, produzir materiais, desenvolver pesquisas e acompanhar os resultados.
O candidato também criticou o modelo de EJA Modular adotado pelo Governo de Alagoas. Na avaliação dele, a organização fragmenta os conteúdos, reduz o contato com os professores e transfere parte da aprendizagem para atividades individuais e remotas.
“Chamam de flexibilidade um modelo que obriga o trabalhador a estudar sozinho, muitas vezes sem computador, internet ou ambiente adequado. Também não se valoriza o professor quando ele é obrigado a lecionar conteúdos para os quais não recebeu formação específica”, declarou.
A proposta ainda inclui a realização de concursos públicos, o cumprimento do piso salarial, a criação de planos de carreira, formação continuada e melhores condições de trabalho para os profissionais da educação.
No Senado, Fleming pretende buscar recursos, apresentar medidas legislativas, promover audiências públicas e fiscalizar a execução das políticas de alfabetização.
“Alagoas não pode continuar liderando o analfabetismo no Brasil. Erradicar essa desigualdade será uma das principais tarefas do nosso mandato”, concluiu.
