Eleições 2026 terão transmissão de votos por satélite em áreas remotas
Tecnologia será utilizada em localidades sem infraestrutura convencional de comunicação

As Eleições 2026 terão transmissão de dados das urnas por meio de conexão via satélite em localidades remotas que não contam com infraestrutura convencional de comunicação. A tecnologia será utilizada para garantir que os resultados de comunidades isoladas também sejam encaminhados à Justiça Eleitoral com segurança e rapidez.
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O uso dos terminais satelitais ocorre principalmente em locais de difícil acesso, como determinadas aldeias indígenas, comunidades quilombolas e comunidades ribeirinhas. Nessas regiões, a conexão via satélite funciona como uma alternativa para transportar os dados gerados pelas urnas após o encerramento da votação.
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A medida ganhou repercussão nas redes sociais após a circulação de conteúdos que associam o uso de uma infraestrutura estrangeira à transmissão e à divulgação dos resultados das eleições. A Justiça Eleitoral esclarece, porém, que a contratação se limita ao fornecimento da conexão de telecomunicação. A empresa responsável pelo serviço não participa da votação, da apuração, da totalização ou da divulgação dos resultados.
Nas eleições brasileiras, os arquivos gerados pelas urnas eletrônicas são assinados digitalmente e, após o encerramento da votação, transmitidos à Justiça Eleitoral por meio do sistema JE-Connect. Em localidades sem acesso à infraestrutura convencional de comunicação, a conexão via satélite é utilizada para viabilizar esse transporte de dados.


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Para 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou o Pregão Eletrônico nº 90026/2026 para a contratação temporária dos serviços. A Hughes Telecomunicações do Brasil Ltda. venceu a licitação ao apresentar a proposta de menor preço para o fornecimento dos terminais satelitais, que utilizam infraestrutura da Starlink.
O processo de contratação também foi analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por meio do Acórdão nº 2.195/2026-TCU-Plenário, o tribunal indeferiu pedido de medida cautelar e afastou alegações de direcionamento, mantendo os efeitos da licitação.
O planejamento prevê a utilização de até 1.113 terminais satelitais em unidades federativas como Amazonas, Pará, Acre, Roraima e Maranhão. A definição dos locais que receberão os equipamentos ficará a cargo dos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Segundo a Justiça Eleitoral, a conexão contratada tem função exclusivamente logística e operacional. Os dados enviados pelas urnas contam com mecanismos de segurança, incluindo assinatura digital e criptografia. O JE-Connect também verifica a autenticidade dos arquivos e rejeita aqueles que não apresentem a assinatura digital correspondente à urna eletrônica.
Além disso, os dados são encaminhados exclusivamente para a rede privada da Justiça Eleitoral. O objetivo é garantir que os arquivos produzidos pelas urnas em regiões isoladas possam chegar ao sistema eleitoral mesmo quando não há disponibilidade de redes convencionais.
O processo também conta com mecanismos de fiscalização e transparência. Representantes de partidos políticos, federações, Ministério Público e outras entidades fiscalizadoras podem acompanhar os procedimentos relacionados à transmissão e à totalização.
Após a totalização centralizada pelo TSE, em Brasília, os Boletins de Urna (BUs) são disponibilizados na internet. Os resultados registrados em cada seção também podem ser conferidos pelos cidadãos por meio do aplicativo Boletim na Mão, integrado ao e-Título, a partir da leitura do código QR impresso no boletim.
Assim, nas áreas onde a infraestrutura convencional não está disponível, o satélite será utilizado como meio de conexão para transmitir os dados das urnas. A tecnologia não altera os procedimentos de votação e apuração, que continuam sob responsabilidade da Justiça Eleitoral brasileira.
