Dr. Wanderley defende reformulação do SUS e promete atuar contra precarização pública
Candidato ao Senado pelo MDB diz que saúde será prioridade no Congresso e propõe uso de tecnologia para reduzir filas

O candidato ao Senado Dr. Wanderley (MDB) afirmou, nesta sexta-feira (18), durante entrevista à TV Gazeta, que pretende fazer da saúde sua principal pauta no Congresso Nacional. Com experiência na gestão pública e atuação no setor, ele defendeu uma reformulação do Sistema Único de Saúde (SUS), maior integração entre Estados e municípios e o uso de novas tecnologias para melhorar o atendimento à população.
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Ele ainda criticou a polarização no país, que estaria agravando a crise institucional, e prometeu atuar contra a precarização no serviço público.
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Conduzida pelo jornalista Wyderlan Araújo, a entrevista teve duração de 30 minutos e foi transmitida para os 102 municípios de Alagoas e para o mundo, pela parabólica, além da Rede Gazeta de Rádios e plataformas da Organização Arnon de Mello (OAM). Dr. Wanderley afirmou que sua candidatura representa uma continuidade de sua trajetória profissional e política dedicada à saúde e às causas sociais.
O candidato destacou que exerceu diferentes funções públicas, entre elas a de secretário de Saúde e vice-governador por dois mandatos. Também afirmou ter participado da implantação do SUS em Alagoas, do sistema estadual de transplantes e do programa de Saúde da Família no Estado. Atualmente, é deputado estadual.


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Segundo Dr. Wanderley, o sistema de saúde enfrenta um novo cenário epidemiológico, marcado principalmente pelo crescimento das doenças crônicas e degenerativas, como câncer e doenças cardiovasculares, além das mortes provocadas pelo trânsito. Para ele, o SUS precisa ser preparado para lidar com enfermidades que exigem tratamentos mais caros, tecnologia e rapidez no atendimento.
Reformulação do SUS
O candidato afirmou que pretende defender no Senado uma reformulação do SUS. A proposta inclui reunir informações e conhecimento técnico para adequar o sistema às necessidades da população e rediscutir o pacto federativo na área da saúde.
Para Dr. Wanderley, o financiamento é um dos pontos fundamentais. Ele defendeu que União, Estados e municípios cumpram suas responsabilidades no custeio do sistema, mas também afirmou ser necessário modificar a estrutura de atendimento diante dos novos desafios.
O candidato citou tecnologias como inteligência artificial, telemedicina e prontuário eletrônico como ferramentas que precisam ser incorporadas à rede pública.
Para enfrentar as filas do SUS, Dr. Wanderley defendeu a ampliação do atendimento ambulatorial. Segundo ele, Maceió precisaria de, aproximadamente, 100 novos postos para evitar a sobrecarga das unidades de emergência.

A proposta também inclui a implantação de prontuários eletrônicos nas unidades, reunindo o histórico dos pacientes e permitindo que as informações sejam utilizadas no planejamento da saúde.
Na avaliação do candidato, a telemedicina também pode ajudar a reduzir deslocamentos e filas, permitindo que médicos tenham acesso ao histórico dos pacientes e possam orientar os atendimentos com maior agilidade.
Dr. Wanderley afirmou ainda que as filas precisam obedecer a critérios de prioridade, com o planejamento baseado nos dados produzidos pelo próprio sistema.
Interiorização do atendimento
O candidato defendeu a ampliação dos serviços de saúde para o interior. Segundo ele, sua experiência como cardiologista e a implantação da cirurgia cardiovascular em Alagoas sempre estiveram relacionadas à tentativa de levar atendimento especializado para mais perto da população.
Entre as propostas está a criação de uma unidade hospitalar com ambulatórios para atender moradores do Sertão e do Agreste.
Dr. Wanderley também destacou a ampliação da rede hospitalar de Alagoas e citou o compromisso anunciado por Renan Filho de construir um Hospital do Câncer. Ele afirmou ainda que Alagoas dispõe de serviços de transplantes de coração, rim e fígado.
Para melhorar o funcionamento da estrutura existente, defendeu a criação de uma escola de gestores em saúde, voltada à formação de profissionais para administrar a rede hospitalar. Segundo ele, equipamentos que não funcionam adequadamente comprometem a eficiência dos serviços e prejudicam o atendimento à população.
Alimentos ultraprocessados nas escolas
Dr. Wanderley também citou um projeto de lei aprovado por ele na Assembleia Legislativa que proíbe a comercialização de alimentos ultraprocessados nas cantinas das escolas.
Segundo o candidato, evidências científicas relacionam esse tipo de alimento a problemas como obesidade, infarto e outras doenças. No Senado, afirmou que pretende defender a adoção da medida em todo o território nacional.
STF e polarização política
Questionado sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a atuação dos ministros, Dr. Wanderley defendeu o fortalecimento das instituições e criticou a polarização política. O candidato afirmou considerar inadequada a atual divisão política e defendeu uma atuação mais equilibrada das instituições.
Para ele, é necessário preservar as instituições democráticas, mas também promover mecanismos que permitam aperfeiçoá-las para que atuem com isenção e equilíbrio. Dr. Wanderley afirmou ainda que, se houver necessidade de responsabilização, ela deve ocorrer dentro das instituições e sem o que classificou como “linchamento”.
Em relação à escolha dos ministros do STF, defendeu a manutenção da prerrogativa do presidente da República para indicar os nomes, mas afirmou que a sabatina no Senado deve continuar sendo utilizada como mecanismo constitucional para ouvir e avaliar os indicados.

Emendas e planos de saúde
Na entrevista, o candidato também defendeu maior transparência na aplicação das emendas parlamentares. Segundo ele, suas emendas na Assembleia Legislativa possuem destinação específica e devem ser acompanhadas pela sociedade.
Dr. Wanderley criticou o que chamou de transformação das emendas em “balcões de negócios” no Congresso Nacional e afirmou que pretende defender maior transparência caso seja eleito senador. Ele também declarou que pretende atuar em defesa dos usuários de planos de saúde.
O emedebista afirmou ainda que pretende combater a precarização do serviço público. Segundo ele, os trabalhadores precisam ter segurança e condições adequadas para exercer suas funções.
