Davi Davino defende CPI da água em AL e diz que Senado precisa dar ‘freio’ no STF
Candidato ao Senado defendeu redução da maioridade penal para 14 anos e ampliação dos investimentos em saúde
O candidato ao Senado Davi Davino Filho (Republicanos) defendeu, nesta quarta-feira (23), durante entrevista ao Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a concessão dos serviços de água em Alagoas. Ele também afirmou que o Senado precisa dar ‘freio’ no Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar sobre a crise política no Poder Judiciário.
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Segundo ele, a atuação de empresas privadas de saneamento, entre elas a BRK na Região Metropolitana de Maceió, precisa ser fiscalizada para garantir o cumprimento das obrigações previstas nos contratos.
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Davi afirmou que a proposta não é retirar das empresas a prestação do serviço, mas cobrar resultados. Para o candidato, a população enfrenta problemas relacionados à qualidade e à regularidade do abastecimento e o Senado teria instrumentos para acompanhar e investigar a situação.
“Não é para retirar o serviço, mas para obrigar as empresas a cumprirem seus compromissos contratuais”, afirmou.


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A água, segundo Davi, será uma das prioridades de seu eventual mandato. Ele também defendeu que o Senado utilize seu poder de fiscalização para acompanhar as concessões e verificar se os serviços oferecidos correspondem ao que foi estabelecido nos contratos.

Críticas ao STF
Outro tema central da entrevista foi a relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Davi defendeu mudanças na estrutura do Judiciário e afirmou que o Senado precisa exercer sua prerrogativa constitucional de analisar a atuação de ministros da Corte.
Segundo o candidato, a crise entre as instituições estaria afetando a percepção de investidores internacionais sobre o Brasil e contribuindo para um ambiente de juros elevados. Davi defendeu uma espécie de “freio de arrumação” no STF, sem relações pessoais ou políticas que interfiram nas decisões.
O candidato também afirmou ser favorável à abertura de processos de impeachment de ministros do Supremo quando houver, segundo ele, indícios claros que justifiquem a medida. No caso do ministro Alexandre de Moraes, defendeu investigação diante das questões levantadas publicamente sobre o Banco Master e uma possível relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Davi também declarou apoio à indicação de autoridades para o STF com base em critérios previstos na Constituição e na legislação, afirmando que pretende manter independência em suas escolhas caso seja eleito.

Apoio a Flávio Bolsonaro
Davi confirmou ainda seu apoio ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, o posicionamento ocorre “por convicção” e está relacionado a propostas como reforma administrativa, redução da estrutura do Estado e abertura de processos contra ministros do STF nos casos em que houver fundamento.
O alinhamento com Flávio já havia sido declarado pelo candidato durante a campanha. Em agosto, Davi afirmou que tinha “lado” e que não mudaria suas convicções.
Saúde como prioridade
Na área da saúde, Davi apresentou como referência sua atuação na Fundação Brasileira de Assistência Social (Funbrasil), instituição criada pela família, da qual era superintendente. Ele afirmou que a entidade já fez mais de 1 milhão de atendimentos e que está construindo um hospital na parte alta de Maceió.
O candidato lembrou também sua passagem por dois mandatos como deputado estadual e citou a criação da Semana Estadual de Combate ao Glaucoma. Segundo ele, a Funbrasil mantém a programação e atende cerca de 15 mil pacientes por mês.
Davi defendeu o uso das emendas parlamentares para financiar a construção do hospital da instituição e afirmou que pretende ampliar o apoio ao terceiro setor, especialmente para que municípios do interior tenham acesso a serviços de saúde.
Para ele, o principal problema do setor não é apenas a falta de recursos, mas também a gestão e a fiscalização. Davi afirmou que há dinheiro público sendo perdido em processos de judicialização e defendeu maior acompanhamento da aplicação das verbas.
Como exemplo, citou Arapiraca, onde, segundo ele, existe demanda reprimida por atendimento de maternidade, falta de leitos e dificuldades no acompanhamento pré-natal.
Segurança e redução da maioridade penal
Na segurança pública, Davi defendeu maior valorização dos profissionais da área e citou a situação do Hospital Militar, que, segundo ele, poderia ter estrutura para atender os servidores e seus familiares, inclusive na área de saúde mental.
O candidato também defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos. Segundo Davi, a medida teria como objetivo evitar que adolescentes sejam recrutados pelo crime.
Educação, esporte e desenvolvimento
Para o orçamento federal, Davi defendeu maiores parcelas de recursos para saúde e educação. Também destacou o esporte como instrumento de formação da juventude, associado à educação financeira e tecnológica.
Na economia, afirmou que Alagoas possui potencial energético e capacidade agrícola que poderiam ser utilizados para ampliar a industrialização no interior. Também defendeu o fortalecimento das cooperativas e o estímulo ao empreendedorismo.
Ao falar sobre tecnologia, citou a inteligência artificial como uma ferramenta que pode acelerar o desenvolvimento e afirmou que o Nordeste possui potencial para participar mais diretamente dessa transformação.

'Sentimento de mudança'
Ao justificar a decisão de disputar novamente uma vaga no Senado, Davi afirmou perceber um “sentimento de mudança” entre os eleitores. O candidato disse que não costuma “blefar” e declarou que acredita que haverá uma surpresa nas urnas.
A entrevista ocorreu dentro da série de sabatinas da Organização Arnon de Mello com os candidatos às duas vagas de Alagoas no Senado. O calendário foi definido previamente por sorteio entre as candidaturas.
